Phalaenopsis – A orquídea borboleta

DSC05837Nome científico: Phalaenopsis spp 
As plantas encontradas no mercado são todas híbridas, mas em estado natural existem inúmeras espécies, possivelmente mais de 60. Como exemplo pode-se citar: P. amabilis, aphrodite, braceana, celebensis, chibae, cochlearis, corningiana, cornu-cervi, deliciosa, doweryensis, equestris, fasciata, fimbriata, floresensis, fuscata, gibbosa, gigantea, hainanensis, hieroglyphica, honghenensis, inscriptiosinensis, javanica, kunstleri, lindenii, lobbii, lowii, lueddemanniana, maculata, mannii, mariae, micholitzii, minus, modesta, pallens, pantherina, parishii, philippinensis, pulchra, reichenbachiana, sanderiana, schilleriana, speciosa, stobartiana, stuartiana, sumatrana, tetraspis, venosa, violacea, viridis, wilsonii .
Nomes populares: Phalaenopsis, orquídea borboleta
Família: Orchidaceae
Clima: Esta orquídea adapta-se a praticamente todos os tipos de clima. No entanto, preferem os mais quentes. Em seu habitat nativo crescem em florestas úmidas e com temperaturas de amenas para quentes, florescendo praticamente todo o ano.
Origem: Possui uma ampla distribuição pelo sudeste da Ásia, desde o sul de Índia, Sri Lanka, China, Taiwan, Indonésia, Tailândia, Malásia, Myanmar, Filipinas até a Austrália e Nova Guiné.
Altura da planta: As hastes florais podem atingir 80 cm, sendo que nas mini Phalaenopsis chegam a 30 cm.
Luminosidade: Não toleram altos níveis de luz, preferindo boa luminosidade mas não incidência direta dos raios solares. O sol direto queima as folhas, deixando-as amareladas, com manchas marrons ou brancas. Em interiores o melhor local é na proximidade de uma janela.
Phaleanopsis 4
Ciclo de vida: Perene. Bem cuidadas duram anos.
Descrição: A Phaleanopsis é uma orquídea epífita, de crescimento monopodial, habitando as florestas úmidas e quentes, protegidas da luz direta do sol pelas copas das árvores. As folhas novas vão surgindo de seu centro enquanto as velhas, na parte traseira, ficam amareladas com o tempo e caem. As folhas são grossas e suculentas mas por serem de regiões úmidas não são capazes de armazenar água por muito tempo. A coloração é verde escura, com comprimentos que chegam até 40 cm e 10 cm de largura. Formam pares opostos e, geralmente, em número de 4-5. Da base do talo principal nascem vigorosas raízes que tanto fixam-se nos troncos com também ficam aéreas.
No Brasil florescem de 1 a 3 vezes ao ano, dependendo da região e da forma como são cultivadas. A haste floral surge da base das folhas, medindo em geral 60 cm, mas podendo atingir até 1 m. Nas mini não passam de 25-30 cm. As flores são arredondadas com as pétalas superiores bem desenvolvidas e o labelo menor. As cores são muito variadas devido aos cruzamentos. Seu tamanho médio é de 6-8 cm. Chegam a durar 3 meses ou mais.

Phalaenopsis 2

Local de cultivo: São das poucas orquídeas que podem ser cultivadas em interiores, bastando ter as condições mínimas de desenvolvimento. Em áreas externas podem ficar sob telas (sombrites) ou fixadas em árvores. Preferem vasos plásticos transparentes pela fotossíntese realizada pelas raízes. Mas também podem ser cultivadas em vasos de outra cor ou de cerâmica. Outra possibilidade é fixá-las em pequenos troncos.
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Substrato: Podem ser utilizados vários tipos de substratos como cascas, fibras, brita, argila expandidas, esfagno, carvão, etc, sempre visando boa drenagem e aeração. Cada orquidófilo deve adequar-se em função do seu local de cultivo e das exigências de cada orquídea. Assim, por exemplo, o uso exclusivo de esfagno ou fibras de coco, como muitas Phalaenopsis são comercializadas, exigem uma irrigação mais moderada pois estes substratos retem muita água. Molhar com muita frequência nestes casos resulta em apodrecimento das raízes e surgimento de doenças. Uma mistura de cascas de Pinus, carvão e brita (ou argila expandida) é um bom substrato. 
Ver postagem : Substratos em orquídeas
Água: São plantas que requerem irrigação regular. Em geral, dependendo do substrato, pode-se indicar a colocação de água 1 vez por semana. Mas no verão, em dias muito quentes, pode ser a cada 3-4 dias e no inverno chegar a intervalos de 10- 14 dias. É importante que haja um período seco entre as regas. Colocar o dedo no substrato é uma forma boa de avaliar a umidade do vaso.
Vasos de argila pedem mais irrigação pois este material “chupa” a água colocada. O horário da manhã é preferível do que à tarde. Outra recomendação que faço é a de não deixar água acumulada no centro das folhas, o que favorece a “Podridão mole”.

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Temperatura: A faixa preferida da Phalaenopsis está entre 15º C e 30° C.
Adubação: Sugiro a leitura das seguintes postagens em Iracema fontes e orquídeas: Nutrição em orquídeas / Deficiências nutricionais em orquídeas / Adubação em orquídeas / Adubação de orquídeas com pó de basalto. Penso que nestes textos apresentei os principais tópicos referentes à adubação. Sempre recomendo que cada um descubra o método adequado para seu espaço e suas plantas. Utilizo NPK nas dosagens e frequência indicadas nos textos citados e também adubos organominerais. Considero muito corretas as colocações de Darly Machado de Campos em seu livro Manual prático de nutrição.
Muitas pessoas tem restrições a adubos químicos e, neste sentido, podem utilizar aquele adubo organomineral sugerido pelo Eng. Agr. Giorgini Venturieri com 4 partes de torta de mamona, 2 partes de farinha de ossos, 1 parte de cinzas. Também o pó de basalto é excelente. Nas experiências que estou fazendo com Phaleanopsis fixadas em troncos, utilizo pulverizações com NPK e, em algumas estou tentando apenas o uso de chorume na proporção com água de 1:15. Estas orquídeas estão em orquidário, com telado de 50 a 70% de sombreamento, expostas à chuva. Em períodos mais secos pulverizo água nas raízes com frequência, similar ao trato com Vandas.
É preciso ser bem cauteloso nesta questão de adubação. No espaço natural, as orquídeas não recebem doses maciças de nutrientes. Assim adubações frequentes demais ou além das doses recomendadas, geram uma salinização no substrato que será prejudicial à planta. Portanto, mesmo que muitas instruções de adubos químicos indiquem pulverizações semanais ou quinzenais, 1 vez por mês já pode ser suficiente. Ou também pode-se adotar pulverizações mais frequentes com proporções de adubo bem abaixo do recomendado.
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Propagação: Não apresenta a formação de mudas laterais. Assim a multiplicação por divisão, como nas espécies simpodiais, não é possível. Às vezes, keikis se formam nos nódulos das hastes florais. Estas pequenas mudas podem ser destacadas quando suas raízes atingirem por volta de 8-10 cm e colocadas em outro vaso. Comercialmente, a propagação é por sementes ou meristemas (gemas).
Pragas, doenças e outros problemas: Das doenças causadas por bactérias destacam-se a podridão mole (Erwinia carotovora) e a mancha marrom (Acidovorax cattleya). É basicamente preventivo o controle destas doenças mas uma vez instaladas deve-se cortar as partes atingidas aplicando Aloé e canela no local. Tratamentos com Tetraciclina ou Sulfato de cobre sobre o restante da planta são indicados por alguns orquidófilos. Mais detalhes sobre estes patógenos encontram-se na postagem Doenças causadas por bactérias em orquídeas.
Das doenças fúngicas, as mais comuns são o mofo cinzento (Botrytis cinerea), antracnose (Colletotrichum), fusariose (Fusarium), podridão negra (Phytophthora e Pythium), podridão das raízes (Rhizoctonia), murcha do Sclerotium (Sclerotium rolfsii), entre outras. Ver descrição dos sintomas em Doenças fúngicas em orquídeas.

Mancha marrom

Mancha marrom

Antracnose 1

Antracnose

Podridão mole

Podridão mole

Das pragas, a cochonilha farinhenta (Dysmicoccus brevipes) é uma das mais importantes. As fêmeas são ápteras estabelecendo-se nas folhas e fendas, cobertas por cerosidades similares a uma farinha e sugam a seiva da planta. Os ovos são colocados sob estas proteções cerosas (de 50 a 100 por indivíduo). Já os machos são alados, vivendo apenas o tempo para fertilizar as fêmeas. Também cochonilhas de carapaças atacam as Phaleanopsis. Estas pragas são difíceis de combater com inseticidas principalmente as de carapaça. Mais adequado é o uso de soluções com óleo mineral pois impermeabilizam as coberturas ceráceas, matando a cochonilha por asfixia. Caldas de fumo, com aplicações intercaladas com a indicação mineral, também contribuem para eliminar este inseto. Em pequenos orquidários o melhor é estar sempre atento e eliminar estas pragas manualmente, esmagando-as com um cotonete úmido. No comércio existem inseticidas específicos para tal fim (mas é preciso ser cauteloso pela toxidade dos produtos). As joaninhas e algumas vespinhas são predadores naturais.

Cochonilha

Cochonilha

Ácaros se beneficiam de tempo quente e seco. Os sintomas deixam as folhas
esbranquiçadas ou prateadas. Portanto, o aumento da umidade ambiental ajuda a controlar esta praga.
Também não se pode deixar de citar os ataques de lesmas e caracóis. Ler o artigo deste blog Caracóis em orquídeas.
A Phalaenopsis também sofre com o frio e a exposição ao sol. No caso do frio, surgem lesões e descoloração, ficando a planta suscetível ao ataque de patógenos. Já os sintomas da exposição direta ao sol mostram manchas secas, esbranquiçadas com um anel escuro ao redor. A planta deve ser mudada de local e não é necessário fazer nada pois o dano não se alastrará.
Outras considerações:
Phalaenopsis é uma palavra de origem grega, formada por “phal” (mariposa ou borboleta) e “opsis” (aparência). A planta em floração lembra borboletas em voo.
– Estas orquídeas sentem ar condicionado, podendo desidratar e morrer.
– A ausência de floração pode ser por falta de luz.
– Botões murchos ou queda dos botões florais pode ser indício de umidade insuficiente no ambiente. Ou o efeito de temperaturas noturnas muito baixas.
– Ocasionalmente, quando o substrato estiver deteriorado ou o pote ficar pequeno para a orquídea, faz-se um transplante para um recipiente mais adequado.
Referências:
– Phalaenopsis, the Genus – American orchid society
– Habitat, distribuition and ecology of Phalaenopsis species – ranwild.org
– Phalaenopsis (moth orchids) – Royal horticultural society
– How We Grow Phalaenopsis – Robert Fuchs
– Jardineiro.net – Raquel Patro
– Manual prático de nutrição – Darly Machado de Campos
– Complete Guide to Orchids – Miracle-gro – USA
Dysmicoccus brevipes – Defesavegetal.net
– Doenças de orquídeas – João Araújo
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