Camedórea

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Nome científico: Chamaedorea elegans
Nomes populares: Camedórea, Camedória elegante, Chamaedorea, Palmeira de interior
Família: Arecaceae
Clima: Palmeira de clima tropical com boa tolerância ao frio.
Origem: Florestas nativas do sudeste do México, norte da Guatemala e Belize.
Altura: De 2-3 m. Em vasos cresce proporcionalmente ao tamanho do vaso. Quando o vaso ficar pequeno é a hora de trocar por outro maior.
Luminosidade: Planta de ambientes sombreados ou meia sombra. Evite contato com o sol, bem como exposição a ventos fortes. O sol queima as folhas.
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Planta de agradável aparência, com folhas pinadas verde escuras dentre as quais surgem inflorescências alaranjadas. Os frutos são pequenos e escuros. O crescimento é bem lento.
Local de cultivo: Externamente na sombra. Em interiores, sempre com luz indireta, adapta-se em vários tipos de recipientes. Plantada em tufos, com várias outras mudas tem-se um efeito muito bonito.
Substrato: Utilize solos leves, bem drenados, mantendo moderada umidade. Gosta de turfa e húmus.
Água: Molhe bem a planta quando a parte superficial do solo estiver seca, até ver a água sair pelos orifícios na base do vaso.
Temperatura: Ideal – de 26 a 28ºC Mínima – 12 a 18ºC
Adubação: Mensalmente na estação de crescimento, reduzindo nos demais períodos e parando na estação fria. Aprecia adubos orgânicos.
Propagação: Principalmente por sementes na primavera. Também pode-se produzir mudas de brotos que surgem junto a base. A troca de vaso ocorre a cada 2 anos.
Pragas, doenças e outros problemas: Não ocorrem grandes problemas com esta planta mas podem aparecer cochonilhas e ácaros. Quanto a doenças pode-se citar a podridão negra das raízes e manchas fúngicas nas folhas.
Outras considerações: É uma planta que se adapta bem ao ambiente de fontes de água.

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Calatéia tigrina

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Nome científico: Calathea tigrina
Nomes populares
: Calatéia tigrina, Maranta tigrina

Família: Marantaceae
Clima: Tropical e subtropical. Não gosta de climas muito frios.
Origem: Brasil
Altura: 0,3 a 1m
Luminosidade: Meia sombra, podendo receber o sol das primeiras horas da manhã.
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Planta herbácea que forma rizomas, folhas ovais, coriáceas, com parte inferior arroxeadas e parte superior verde claro com desenhos marrom-esverdeados. O pecíolo sai diretamente do rizoma e as flores são pequenas, brancas, em forma de espiga, sem muito destaque. Floresce no verão.
Local de cultivo: Tanto em vasos como em canteiros, sempre evitando o sol direto ou em interiores.
Substrato: Terra com bom teor de matéria orgânica.
Água
: Regas regulares, não permitindo o encharcamento do solo.

Temperatura: Amenas, não gostam de temperaturas muito baixas.
Adubação: Anualmente com adubos orgânicos (tipo húmus de minhoca, etc). Usando NPK, prefira o 10-10-10, a cada 3 meses.
Propagação: Por divisão de touceiras, mantendo 2-3 folhas por muda.
Pragas, doenças e outros problemas: Não apresenta grandes problemas. Evitar excesso de umidade no solo pois fungos podem se instalar e gerar podridão.
Outras considerações:
– Tem natureza invasiva, grande vigor para se expandir.
– Por possuir esta característica de crescimento horizontal, ao ser usada em fontes, precisa receber podas ocasionais para que as folhas não encostem na água. Ou pode-se usar suportes para conduzi-la.

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Calatéia ornata

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Nome científico: Calathea ornata sanderiana
Nomes populares: Calatéia, Maranta-riscada
Família: Marantaceae
Clima: Tropical, tropical de altitude, tropical úmido
Origem: Nativa das Guianas, Colômbia, Equador, Venezuela e Brasil
Altura: 0,3 até 0,9 m
Luminosidade: Pouca luz, gosta de sombra.
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Planta herbácea com folhas grandes (ovais ou lanceoladas) de verde bem escuro e linhas longitudinais róseas em ambos os lados da nervura central. Estas folhas emergem diretamente do solo, tem textura coriácea e na parte inferior são roxas. Eventualmente (com temperatura e umidade altas) a Calatéia lança inflorescências espigadas com flores de cor branca ou violeta. As raízes são rizomas fortes que em ambiente natural formam touceiras com folhas de até 2 m.
Local de cultivo: Ambientes internos e externos. Considerando que são provenientes das florestas tropicais, não devem ser expostas ao sol, sendo muito sensíveis à geada. Assim, externamente, devem ser plantadas em canteiros sombreados, com boa umidade. É bem adaptada para vasos em interiores.
Substrato: gosta de solos orgânicos com boa drenagem.
Água: É conveniente manter o solo úmido, porém sem encharcar. Excesso de umidade pode causar podridão das raízes. Pode-se fazer pulverizações regulares nas folhas para manter os níveis de umidade. Baixa umidade faz com que as pontas das folhas fiquem marrons.
Temperatura: a ideal é por volta de 22º C
Adubação: Com NPK a cada 20 dias aproximadamente, mas em pequenas quantidades. Ou com adubos orgãnicos à base de turfa, húmus de minhoca, mamona e farinha de ossos, a cada 3 meses.
Propagação: Multiplica-se por divisão de touceiras. Como a cada 2 anos será preciso trocá-las de pote, aproveita-se para dividí-las.
Pragas, doenças e outros problemas: Dificilmente ocorrem doenças a não ser por fungos quando há excesso de umidade. A aranha vermelha (Tetranychus urticae) ocasionalmente pode causar algum dano, como manchas pretas na superfície das folhas.
Outras considerações:
– Calathos em grego significa cesta. Alguns índios utilizam as folhas para a confecção de cestos, gerando o nome.
– A Calatéia possui um movimento interessante em suas folhas, ficando mais horizontais ou mais verticais para melhor aproveitar a luminosidade.
– É planta ideal para remover toxinas do meio ambiente, cumprindo assim uma função tanto de limpeza do ar como de decoração.
– É uma planta adequada e utilizada por Iracema – fontes e orquídeas em suas fontes de água

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Orquídeas em interiores

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A chave do sucesso no cultivo de orquídeas é deixá-las crescer onde elas se derem melhor. Infelizmente, as condições no interior das residências não são aquelas que a maioria das orquídeas apreciam. As condições de crescimento nestes ambientes são limitados pela qualidade e intensidade da luz como também por umidade mais reduzida. A luz e a circulação de ar são os fatores mais limitantes.Cultivo em interiores é uma tarefa difícil e será preciso um prévio estudo, esforços e paciência da pessoa até achar todas as condições adequadas. Mas é possível encontrando a orquídea certa para o ambiente que se tem.

Receber boa luminosidade é o primeiro passo. Geralmente a proximidade das janelas é onde devem ser cultivadas. Preferencialmente voltadas para o leste mas se não há tal condição podemos usar aberturas com cortinas transparentes ou outro filtro que proteja dos intensos raios solares. Mas tanto no verão como no inverno a luz que entra pela janela de uma casa é de baixa energia, insuficiente para as orquídeas. No verão a intensidade é maior mas ainda não o suficiente. Aquelas orquídeas com alta exigência de luz irão se desenvolver melhor em um jardim, casa de vegetação ou sob um sombrite. Mas se a casa tiver um local com boa umidade, ventilação e condições de luz, aquelas orquídeas com menor exigência em luz solar poderão se desenvolver. Estas orquídeas são aquelas que aceitam baixas taxas de luz em seu ambiente natural. São as que ficam na parte inferior dos bosques ou florescem sob a proteção da copa das árvores. Dentre estas temos as Phalenopsis, Paphiopedilum, Phragmipedium, como exemplos. Onde há um pouco mais de luz alguns híbridos de Cattleyas e alguns Oncidiuns podem se dar bem.
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Ao selecionar as orquídeas deve-se pensar no espaço que ocuparão e também estudar quais delas são aptas para interiores naquela região. Uma forma de averiguar isto é contactando uma associação de orquidófilos que certamente darão indicações mais precisas. Algumas plantas também exalam aromas intensos que podem ou não serem do agrado da pessoa. Outras tem exigências particulares. Isto tudo tem de ser pensado antes.

As melhores temperaturas devem estar por volta de 15 a 25° C. Em curtos períodos suportam temperaturas extremas. Se as folhas encostarem nos vidros de uma janela aquecidos pelo sol , apresentarão queimaduras.

As orquídeas requerem umidade para seu saudável crescimento, nem tão úmido nem tão seco. A umidade varia ao longo do dia e ao longo dos meses. Em geral pode-se dizer que as orquídeas precisam de pelo menos 40% de umidade do ar. Mas se não ocorrer circulação do ar, fungos e bactérias irão aparecer. A umidade pode ser providenciada por umidificadores ou colocando recipientes com cascalhos úmidos próximos às orquídeas. Para a maioria das orquídeas, irrigue quando o substrato estiver seco. Em condições naturais, as raízes presas às árvores quando submetidas a chuvas, são logo secas pelo vento. Já em vasos, as raízes podem ficar encharcadas e apodrecerem. Boa drenagem é vital.
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Como em um ambiente existem muitos micro climas, posicione o vaso das orquídeas em vários pontos até achar o melhor. Cuide para que os vasos tenham furos em boa quantidade para a saída da água, tanto se forem de plástico ou de barro.

Mesmo se tomando todas as providências o ambiente interior ainda não ficar apto às orquídeas, pode-se recorre a tecnologia, mesmo que isto implique mais gastos. Luzes artificiais, umidificadores, ventiladores, aquecedores ou resfriadores são exemplos de recursos que podem ser usados em um ambiente de interior.

Bastante provável é o insucesso no interior das residências com plantas que requerem cuidados especiais. Evite orquídeas, neste sentido, que são de regiões de alta umidade, de elevadas altitudes com frio típico e aquelas que crescem melhor em troncos. Orquídeas que gostam deste suporte são muito difíceis para interiores.

Começar com plantas desafiadoras pode gerar frustração tanto se cultivadas dentro de casa como externamente. Deixe as orquídeas mais difíceis para depois de obter bastante experiência. No mínimo não devemos selecionar as orquídeas apenas por seu apelo atrativo. Também é possível cultivar as orquídeas externamente, trazendo-as para dentro quando em floração.

Orquídeas de fácil cultivo
– fáceis de adquirir
– florescem bem até em condições não ideais
– as flores tem boa duração
– são baratas
– não requerem situações especiais
– crescem dentro e fora de casa
– tolerantes a falta ou excesso de água

Orquídeas difíceis de cultivar
– mais difíceis de se obter
– crescem com mais dificuldade, são mais lentas e não florescem salvo em condições especiais
– muitas vezes as flores nem são tão bonitas, mas destacam-se por um aroma diferente ou uma forma bizarra
– são intolerantes a excesso ou deficiência de água, temperatura e adubação

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Asplênio

 

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Nome Científico
Asplenium nidus
Nomes Populares: Asplênio, Ninho-de-passarinho
Família: Aspleniaceae
Clima:  Equatorial, subtropical, tropical
Origem: É nativa da África tropical, da Ásia temperada e tropical e Australásia.
Altura: 20 a 60 cm
Luminosidade: Luz difusa, não tolera exposição direta ao sol, nem sombra excessiva
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Planta herbácea de folhas grandes, verde-claras, largas, coriáceas, brilhantes e com a nervura central escura. Estão inseridas em um pequeno caule curto. As folhas  nascem enroladas a partir da roseta central. Possui crescimento lento. É uma planta epífita que gosta de umidade e temperatura constantes, desenvolvendo-se também no solo das florestas.Tipicamente cresce sobre a matéria orgânica, coletando água e húmus na sua parte central. Suas folhas podem atingir até 1 metro, mas em media têm uns 45 cm de comprimento. Multiplicam-se naturalmente por esporos, localizados na parte inferior das folhas, na forma de linhas de coloração marrom.
Local de cultivo: Em árvores, diretamente no solo (nos locais mais sombreados do jardim) ou em vasos. É ideal para interiores. Sendo de regiões mais tropicais e de umidade elevada, esta planta não tolera bem temperaturas baixas. Em projetos de paisagismo, tanto interna como externamente, é cultivada criando composições com outras espécies. Muito usada em  jardins de inverno ou conjunto de vasos, em estilo tropical, onde o verde salienta-se com exuberância. Os Asplênios ficam lindos em casas de vegetação, associados a orquídeas, bromélias e outras plantas de floresta. A chave para asplênios saudáveis é oferecer-lhes  a umidade e o calor que necessitam. A proximidade de uma janela é um bom local para crescerem saudáveis.
Substrato: Deve ser rico em matéria orgânica, com boa capacidade de retenção de água. Uma mistura de composto orgânico, turfa e areia é um ótimo meio. Pode-se também agregar fibras, cascas de pinus , esterco curtido ou húmus de minhoca. Para não haver umidade excessiva uma drenagem com colocação de pedrinhas ou brita no fundo do vaso é fundamental.
Água: São plantas de floresta. No período de crescimento vegetativo mais intenso é preciso regar com frequência. O substrato precisa conservar-se úmido. Mas é importante irrigar apenas a terra. O centro da roseta não deve ser molhado pois facilmente apodrece. Nos períodos onde a planta está menos ativa pode-se molhar menos. Mas regra geral é bom deixar o substrato úmido.
Temperatura: Todas as espécies de Asplenium crescem bem em temperaturas normais de interiores, preferindo um mínimo de 16° e máximo de 24°. As plantas começam a sofrer com períodos prolongados de temperaturas inferiores a 13º.
Adubação: Fertilizantes líquidos de NPK, suaves, específicos para samambaias, alternados com adubos orgânicos (como húmus de minhoca). Não utilize adubos na parte central da planta. Durante a fase de crescimento ativo pode-se aplicar uma vez por mês.
Propagação: Não são fáceis de propagar e não podem ser divididas como a maioria das samambaias. A planta emite brotos na base que podem ser separados e transplantados para outro vaso. Também multiplica-se por esporos, mas já é mais demorado e trabalhoso para ser feito a nível doméstico.

Esporos

Esporos

Pragas, doenças e outros problemas: Não há problemas sérios neste sentido. Mas pode-se ter cuidado com os sintomas descritos a seguir.
Folhas queimadasquando a planta está em ambiente muito seco, muito frio, excesso de umidade ou insolação direta. No caso de ambiente seco, pode-se usar esfagno no substrato.
Nematódio das folhas – Aparecem manchas marrons perto do centro da folha, na nervura principal, espalhando-se para as bordas. Deve-se remover as folhas infectadas ou tentar matar os nematódios mergulhando a planta em água morna (não mais que 50º C) , permanecendo assim  por 10 minutos.. Lave a planta com sabão com delicadeza. Recoloque no vaso. Não irrigar por aspersão pois a água é a forma de propagação para o nematódio penetrar nos estômatos.
Manchas nas folhas– Manchas marrons ou pretas irregulares, recortadas ou circulares com bordas amareladas são causadas por fungos ou bactérias. A forma de propagação ocorre pelo uso de ferramentas sujas, pela água ou insetos. Remover as folhas atacadas, eliminando-as. A irrigação deve ser feita diretamente no solo. Pode-se usar defensivos específicos, de acordo com  as instruções.
– Podridão das raízes – Pequenas moscas aproximam-se da planta, brotos novos deixam de surgir, o solo não cheira bem e as folhas começam a ficar marrons. São típicos sintomas de excesso de umidade que ocasionam o apodrecimento das raízes. É necessário retirar a planta do vaso, cortar as raízes estragadas (bem como as folhas danificadas), lavá-las bem e colocar em novo vaso com terra nova. Cuidar para que haja boa drenagem.
Cochonilhas – São insetos que danificam uma grande quantidade de espécies de jardim, preferindo a parte inferior das folhas. Possuem uma carapaça marrom e uma vez estabelecidas, sugam a seiva enfraquecendo a planta. As folhas tendem a amarelar. Ainda secretam substâncias açucaradas que atraem formigas e criam ambiente adequado para o aparecimento de fungos causadores de manchas. Cochonilhas são combatidas com aplicação de produtos à base de óleo mineral (óleo de neem é uma possibilidade) mas, em cultivos domésticos, podem ser controlados mecanicamente. Basta estar sempre atento, observando as plantas e ao percebermos a praga, eliminamos manualmente. Um cotonete pode ser usado para esmagá-las ou com uma escova de dente umedecida podemos retirá-las.
Cochonilha farinhenta – É uma espécie de cochonilha, pequena, que produz uma cera branca para se proteger. Parecem pequenos flocos de algodão sobre as folhas, mas com um poder letal de sugá-las até que fiquem amareladas e caiam. Uma vez identificadas, deve-se isolar as plantas das demais, eliminando as partes afetadas. Ou, como na espécie anteriormente citada, eliminá-las mecanicamente. O uso de inseticidas deve ser evitado sempre que possível pois de alguma forma pode trazer prejuízos, inclusive eliminando insetos que são inimigos naturais destas pragas como a joaninha.

Outras considerações:

– Samambaias não gostam de vento, gerando queima nas folhas.
– Folhas feias ou deformadas devem ser periodicamente removidas.
– Quando percebe-se que a planta precisa de mais espaço, deve-se providenciar o transplante para um vaso com tamanho mais adequado.
– Os asplênios gostam de umidade mas evite pulverizar suas folhas pois não apreciam tê-las umedecidas. Suas folhas quando empoeiradas podem ser limpas delicadamente com um pano úmido exceto as novas que estão saindo do centro.
– Mudanças constantes de lugar acabam estressando a planta.
– Evite colocá-la em locais onde pessoas ou animais possam encostar e danificar suas folhas.
– Tendo este cuidados, sempre manterá a sua elegante beleza e será uma das plantas mais fáceis de se cultivar em casa.
– É uma planta adequada e utilizada por Iracema – fontes e orquídeas em suas  fontes de água.

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