Phalaenopsis – A orquídea borboleta

DSC05837Nome científico: Phalaenopsis spp 
As plantas encontradas no mercado são todas híbridas, mas em estado natural existem inúmeras espécies, possivelmente mais de 60. Como exemplo pode-se citar: P. amabilis, aphrodite, braceana, celebensis, chibae, cochlearis, corningiana, cornu-cervi, deliciosa, doweryensis, equestris, fasciata, fimbriata, floresensis, fuscata, gibbosa, gigantea, hainanensis, hieroglyphica, honghenensis, inscriptiosinensis, javanica, kunstleri, lindenii, lobbii, lowii, lueddemanniana, maculata, mannii, mariae, micholitzii, minus, modesta, pallens, pantherina, parishii, philippinensis, pulchra, reichenbachiana, sanderiana, schilleriana, speciosa, stobartiana, stuartiana, sumatrana, tetraspis, venosa, violacea, viridis, wilsonii .
Nomes populares: Phalaenopsis, orquídea borboleta
Família: Orchidaceae
Clima: Esta orquídea adapta-se a praticamente todos os tipos de clima. No entanto, preferem os mais quentes. Em seu habitat nativo crescem em florestas úmidas e com temperaturas de amenas para quentes, florescendo praticamente todo o ano.
Origem: Possui uma ampla distribuição pelo sudeste da Ásia, desde o sul de Índia, Sri Lanka, China, Taiwan, Indonésia, Tailândia, Malásia, Myanmar, Filipinas até a Austrália e Nova Guiné.
Altura da planta: As hastes florais podem atingir 80 cm, sendo que nas mini Phalaenopsis chegam a 30 cm.
Luminosidade: Não toleram altos níveis de luz, preferindo boa luminosidade mas não incidência direta dos raios solares. O sol direto queima as folhas, deixando-as amareladas, com manchas marrons ou brancas. Em interiores o melhor local é na proximidade de uma janela.
Phaleanopsis 4
Ciclo de vida: Perene. Bem cuidadas duram anos.
Descrição: A Phaleanopsis é uma orquídea epífita, de crescimento monopodial, habitando as florestas úmidas e quentes, protegidas da luz direta do sol pelas copas das árvores. As folhas novas vão surgindo de seu centro enquanto as velhas, na parte traseira, ficam amareladas com o tempo e caem. As folhas são grossas e suculentas mas por serem de regiões úmidas não são capazes de armazenar água por muito tempo. A coloração é verde escura, com comprimentos que chegam até 40 cm e 10 cm de largura. Formam pares opostos e, geralmente, em número de 4-5. Da base do talo principal nascem vigorosas raízes que tanto fixam-se nos troncos com também ficam aéreas.
No Brasil florescem de 1 a 3 vezes ao ano, dependendo da região e da forma como são cultivadas. A haste floral surge da base das folhas, medindo em geral 60 cm, mas podendo atingir até 1 m. Nas mini não passam de 25-30 cm. As flores são arredondadas com as pétalas superiores bem desenvolvidas e o labelo menor. As cores são muito variadas devido aos cruzamentos. Seu tamanho médio é de 6-8 cm. Chegam a durar 3 meses ou mais.

Phalaenopsis 2

Local de cultivo: São das poucas orquídeas que podem ser cultivadas em interiores, bastando ter as condições mínimas de desenvolvimento. Em áreas externas podem ficar sob telas (sombrites) ou fixadas em árvores. Preferem vasos plásticos transparentes pela fotossíntese realizada pelas raízes. Mas também podem ser cultivadas em vasos de outra cor ou de cerâmica. Outra possibilidade é fixá-las em pequenos troncos.
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Substrato: Podem ser utilizados vários tipos de substratos como cascas, fibras, brita, argila expandidas, esfagno, carvão, etc, sempre visando boa drenagem e aeração. Cada orquidófilo deve adequar-se em função do seu local de cultivo e das exigências de cada orquídea. Assim, por exemplo, o uso exclusivo de esfagno ou fibras de coco, como muitas Phalaenopsis são comercializadas, exigem uma irrigação mais moderada pois estes substratos retem muita água. Molhar com muita frequência nestes casos resulta em apodrecimento das raízes e surgimento de doenças. Uma mistura de cascas de Pinus, carvão e brita (ou argila expandida) é um bom substrato. 
Ver postagem : Substratos em orquídeas
Água: São plantas que requerem irrigação regular. Em geral, dependendo do substrato, pode-se indicar a colocação de água 1 vez por semana. Mas no verão, em dias muito quentes, pode ser a cada 3-4 dias e no inverno chegar a intervalos de 10- 14 dias. É importante que haja um período seco entre as regas. Colocar o dedo no substrato é uma forma boa de avaliar a umidade do vaso.
Vasos de argila pedem mais irrigação pois este material “chupa” a água colocada. O horário da manhã é preferível do que à tarde. Outra recomendação que faço é a de não deixar água acumulada no centro das folhas, o que favorece a “Podridão mole”.

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Temperatura: A faixa preferida da Phalaenopsis está entre 15º C e 30° C.
Adubação: Sugiro a leitura das seguintes postagens em Iracema fontes e orquídeas: Nutrição em orquídeas / Deficiências nutricionais em orquídeas / Adubação em orquídeas / Adubação de orquídeas com pó de basalto. Penso que nestes textos apresentei os principais tópicos referentes à adubação. Sempre recomendo que cada um descubra o método adequado para seu espaço e suas plantas. Utilizo NPK nas dosagens e frequência indicadas nos textos citados e também adubos organominerais. Considero muito corretas as colocações de Darly Machado de Campos em seu livro Manual prático de nutrição.
Muitas pessoas tem restrições a adubos químicos e, neste sentido, podem utilizar aquele adubo organomineral sugerido pelo Eng. Agr. Giorgini Venturieri com 4 partes de torta de mamona, 2 partes de farinha de ossos, 1 parte de cinzas. Também o pó de basalto é excelente. Nas experiências que estou fazendo com Phaleanopsis fixadas em troncos, utilizo pulverizações com NPK e, em algumas estou tentando apenas o uso de chorume na proporção com água de 1:15. Estas orquídeas estão em orquidário, com telado de 50 a 70% de sombreamento, expostas à chuva. Em períodos mais secos pulverizo água nas raízes com frequência, similar ao trato com Vandas.
É preciso ser bem cauteloso nesta questão de adubação. No espaço natural, as orquídeas não recebem doses maciças de nutrientes. Assim adubações frequentes demais ou além das doses recomendadas, geram uma salinização no substrato que será prejudicial à planta. Portanto, mesmo que muitas instruções de adubos químicos indiquem pulverizações semanais ou quinzenais, 1 vez por mês já pode ser suficiente. Ou também pode-se adotar pulverizações mais frequentes com proporções de adubo bem abaixo do recomendado.
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Propagação: Não apresenta a formação de mudas laterais. Assim a multiplicação por divisão, como nas espécies simpodiais, não é possível. Às vezes, keikis se formam nos nódulos das hastes florais. Estas pequenas mudas podem ser destacadas quando suas raízes atingirem por volta de 8-10 cm e colocadas em outro vaso. Comercialmente, a propagação é por sementes ou meristemas (gemas).
Pragas, doenças e outros problemas: Das doenças causadas por bactérias destacam-se a podridão mole (Erwinia carotovora) e a mancha marrom (Acidovorax cattleya). É basicamente preventivo o controle destas doenças mas uma vez instaladas deve-se cortar as partes atingidas aplicando Aloé e canela no local. Tratamentos com Tetraciclina ou Sulfato de cobre sobre o restante da planta são indicados por alguns orquidófilos. Mais detalhes sobre estes patógenos encontram-se na postagem Doenças causadas por bactérias em orquídeas.
Das doenças fúngicas, as mais comuns são o mofo cinzento (Botrytis cinerea), antracnose (Colletotrichum), fusariose (Fusarium), podridão negra (Phytophthora e Pythium), podridão das raízes (Rhizoctonia), murcha do Sclerotium (Sclerotium rolfsii), entre outras. Ver descrição dos sintomas em Doenças fúngicas em orquídeas.

Mancha marrom

Mancha marrom

Antracnose 1

Antracnose

Podridão mole

Podridão mole

Das pragas, a cochonilha farinhenta (Dysmicoccus brevipes) é uma das mais importantes. As fêmeas são ápteras estabelecendo-se nas folhas e fendas, cobertas por cerosidades similares a uma farinha e sugam a seiva da planta. Os ovos são colocados sob estas proteções cerosas (de 50 a 100 por indivíduo). Já os machos são alados, vivendo apenas o tempo para fertilizar as fêmeas. Também cochonilhas de carapaças atacam as Phaleanopsis. Estas pragas são difíceis de combater com inseticidas principalmente as de carapaça. Mais adequado é o uso de soluções com óleo mineral pois impermeabilizam as coberturas ceráceas, matando a cochonilha por asfixia. Caldas de fumo, com aplicações intercaladas com a indicação mineral, também contribuem para eliminar este inseto. Em pequenos orquidários o melhor é estar sempre atento e eliminar estas pragas manualmente, esmagando-as com um cotonete úmido. No comércio existem inseticidas específicos para tal fim (mas é preciso ser cauteloso pela toxidade dos produtos). As joaninhas e algumas vespinhas são predadores naturais.

Cochonilha

Cochonilha

Ácaros se beneficiam de tempo quente e seco. Os sintomas deixam as folhas
esbranquiçadas ou prateadas. Portanto, o aumento da umidade ambiental ajuda a controlar esta praga.
Também não se pode deixar de citar os ataques de lesmas e caracóis. Ler o artigo deste blog Caracóis em orquídeas.
A Phalaenopsis também sofre com o frio e a exposição ao sol. No caso do frio, surgem lesões e descoloração, ficando a planta suscetível ao ataque de patógenos. Já os sintomas da exposição direta ao sol mostram manchas secas, esbranquiçadas com um anel escuro ao redor. A planta deve ser mudada de local e não é necessário fazer nada pois o dano não se alastrará.
Outras considerações:
Phalaenopsis é uma palavra de origem grega, formada por “phal” (mariposa ou borboleta) e “opsis” (aparência). A planta em floração lembra borboletas em voo.
– Estas orquídeas sentem ar condicionado, podendo desidratar e morrer.
– A ausência de floração pode ser por falta de luz.
– Botões murchos ou queda dos botões florais pode ser indício de umidade insuficiente no ambiente. Ou o efeito de temperaturas noturnas muito baixas.
– Ocasionalmente, quando o substrato estiver deteriorado ou o pote ficar pequeno para a orquídea, faz-se um transplante para um recipiente mais adequado.
Referências:
– Phalaenopsis, the Genus – American orchid society
– Habitat, distribuition and ecology of Phalaenopsis species – ranwild.org
– Phalaenopsis (moth orchids) – Royal horticultural society
– How We Grow Phalaenopsis – Robert Fuchs
– Jardineiro.net – Raquel Patro
– Manual prático de nutrição – Darly Machado de Campos
– Complete Guide to Orchids – Miracle-gro – USA
Dysmicoccus brevipes – Defesavegetal.net
– Doenças de orquídeas – João Araújo
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Flamboyant

flor de flamboyant

Nome científico: Delonix regia
Nomes populares: Flamboyant, Flor do paraíso
Família: Fabaceae
Clima: Equatorial, tropical e sub-tropical
Origem: Madagascar
Altura da planta: 9 – 12 m, com até 90 cm de diãmetro
Luminosidade: Sol pleno
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: A planta possui tronco cilíndrico ramificando-se apenas na parte superior, onde lança uma ramificação horizontal que atinge até 10 m de diâmetro. As folhas são bipinadas com vários pares de folíolos, oblongos e sésseis. É decídua ou semi decídua. Já as inflorescências surgem justamente quando caem as flores. São racemos compostos de flores grandes de cor vermelha, alaranjada ou salmão. Tem 5 pétalas e estames longos. O fruto é uma vagem grande com até 50 cm de comprimento. A floração é na primavera e verão. A primeira florada dá-se a partir do 4º ano.
Local de cultivo: Ideal para projetos de paisagismo em parques e praças. Muito ornamental na entrada de propriedades rurais como também isolada em um campo. Propicia ótima sombra.
Solos e água: Desenvolve-se em qualquer tipo de solo, secos ou úmidos. Tolera estiagem. O recomendável é o plantio em terrenos férteis e bem drenados.
Temperatura: Amena para quente. Não suporta frios intensos. Tolera geadas fracas.
Adubação: No plantio, usar terra orgânica com adubos ricos em P. Após adubar a cada 3 meses até o pleno desenvolvimento.
Propagação: Por estacas e sementes.
Pragas e doenças: São vários os organismos que podem causar danos ao Flamboyant, alguns específicos de determinadas regiões do globo.
Pteroma plagiophleps : É uma lagarta de mariposa que come folhas. Índia
Pericyma cruegeri : Também aparece na Índia, Hong Kong e no sudoeste da Ásia. A lagarta desta mariposa pode causar grandes danos a folhagem da planta.
Anoplocnemis curvipes : É um hemíptero que suga a seiva causando secamento das folhas. Citada a ocorrência na África.
Leptostylus praemorsus : Já na América Central este cerambicídeo come tanto as folhas como os ramos novos e frutos.
Orthezia insignis : Hemíptero sugador. América Central e do Sul.
Oxyrhachis latipes : Aparece na África, na região de Malawi. É um hemíptero e não causa grandes danos.
Schedorhinotermes lamanianus : Cupim que pode danificar as raízes.
Poecilips sierraleonensis : A larva come o talo dos frutos. África e Índia.
Boarmia selenaria : As larvas mais jovens desta mariposa roem frutos e folhagem. Larvas adultas cavam buracos profundos nos frutos. Registradas na Ásia e Oriente Médio.
Fusarium oxysporum : Fungo de solo que enfraquecem o desenvolvimento das raízes, clorose nas folhas e atrofiam o crescimento das plantas.
Pleiochaeta setosa : Identificado na Índia, este fungo ataca os cotilédones das plantinhas recém germinadas e causa a queda de folhas.
Armillaria mellea : Fungo que causa apodrecimento nas raízes, clorose nas folhas, reduzindo o crescimento da planta. Não foi detectada no Brasil.
Ganoderma sp : Outro fungo com sintomas similares, gerando apodrecimento nas raízes e clorose nas folhas, podendo determinar até a morte da planta.
Outras considerações:
– As raízes são muito agressivas, quebrando calçadas e canos.
– O nome Flamboyant, em francês, significa flamejante.
– Foi no século 19, com D. João VI que chegaram no Brasil as primeiras mudas.
– Devido a sua copa muito grande pode também causar danos à iluminação pública.
– Não é aconselhável plantar Flamboyant próximo às casas pois pode danificar o telhado e também entupir calhas.
– É de crescimento rápido, chegando a 1,5 m ao ano.
– Tolerante aos ambientes salinos do litoral.
– Algumas podas para a retirada de galhos secos e direcionamento podem ser necessárias.
– Ainda não há registros sobre propriedades medicinais.
– As folhas e flores da Delonix regia mostram forte fitotoxidade contra a erva altamente invasora Mikania micrantha . Duas gramas do pó das folhas e flores aplicadas sobre um solo infestado desta erva daninha causa a mortalidade de 75-90% das mudinhas em um período de 3 semanas.
– As cinzas do Flamboyant induzem altas reduções no crescimento de micélios de organismos tais como Helminthosporium sativum, Curvularia lunata e Fusarium graminearum. Efeitos similares foram obtidos em pesquisas contra alguns coleópteros e nematóides.
Referências:
– Jardineiro.com
– Lorenzi, H. Árvores brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil
– Guarda-sol em chamas – Edição 205 da revista Globo Rural – Nov/2002
– Doenças em árvores e plantas ornamentais urbanas – Flávia Gizele König Brun e Marlove Brião Muniz – Universidade Federal de Santa Maria
– Invasive Species Compendium. Wallingford – UK
– Pests and diseases as constraints in the production and marketing of fruits in the Caribean – Chelston Brathwaite, Rafael Marte e Edgar Porsche
– Lima, J.T and Costa-Leonardo, A.M. Recursos alimentares explorados pelos cupins (Insecta: Isoptera). Biota Neotrop. May/Aug 2007 vol. 7
– Insect pests of flowers, seeeds and fruits of forest trees – R.N.Mathur, Balwant Singh and Kisori Lal
– The Giant Looper Boarmia Selenaria – M. Wysoki, E. Swirski and S. Greenber – Israel
– Root rot of Delonix regia caused by Fusarium oxysporum in the northern Guinea zone of Nigeria – Gbadegesin, R. A.
– Pleiochaeta setosa – a new pathogen of Delonix regia.
– University of California IPM Pest Management Guidelines, University of California – Plantwise Knowledge Bank
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Ipê amarelo

Ipê amareloNome científico: Tabebuia chrysotricha (Tecoma chrysotricha )
Nomes populares: Ipê amarelo
Família: Bignoniaceae
Clima: Tropical e subtropical. Desenvolve-se bem na Mata Atlântica.
Origem: Brasil, desde o Espírito Santo até o Rio Grande do Sul.
Altura da planta: 8 – 14 m
Luminosidade: Sol pleno
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Árvore com tronco de 30 – 40 cm de diâmetro, folhas opostas, caducas, com 5 folíolos pilosos, ásperos e coriáceos, de 4-9 cm de comprimento e 3-5 de largura. Os ramos novos e pecíolos também possuem pubescência de cor marrom em ambas as faces. As flores são amarelo ouro de 4-6 cm de comprimento que surgem no final de julho até setembro, bem no período onde não há folhas. Isto gera um espetáculo tanto na copa como no chão, pelo tapete amarelo formado. Os frutos são cápsulas acuminadas que aparecem em setembro e outubro.
Local de cultivo: Presta-se muito bem para a arborização urbana e projetos de paisagismo em parques e bosques. Utilizada em reflorestamento e recuperação de áreas desmatadas.
Solos e água: Prefere solos úmidos, profundos, boa drenagem e textura argilosa.
Temperatura: Entre 13 e 23º C. Invernos secos e frios promovem florações mais abundantes.
Adubação: Uma combinação de adubo orgânico + NPK + micronutrientes é a ideal no plantio. Regar com frequência. A cada 3-6 meses fazer adubação de cobertura com compostos orgânicos + NPK , incorporando na área de projeção da copa.
Propagação: Sementes
Pragas, doenças e outros problemas:
Crosta marrom: Os folíolos apresentam manchas circulares irregulares, inicialmente de cor marrom claro ficando marrom escuro após as crostas ficarem bem definidas. Ocorre uma formação pulverulenta branca junto às nervuras. O patógeno é o fungo Apiosphaeria guaranítica. Prefere temperaturas amenas e umidade menor que 70%. Produtos à base de enxofre são eficientes no controle.

Crosta marromOídio: Caracterizado pelo surgimento de pequena manchas brancas esparsas pelas folhas. Com o passar do tempo as manchas escurecem ficando pardacentas. Temperaturas amenas e alta umidade são as preferidas do fungo do gênero Oidium sp e Ovulariopsis sp. Controla-se pela aplicação de fungicidas à base de enxofre, agentes biológicos e e outros métodos (como o bicarbonato de sódio e calda sulfo-cálcica).
Fumagina: Fungos que formam películas escuras sobre as folhas, reduzindo a fotossíntese, a respiração e a transpiração da planta. Alimentam-se das secreções de pulgões e cochonilhas. O patógeno é o Polychaeton sp . Este fungo não penetra nos folíolos, nutrindo-se das substancias exsudadas pelos insetos.
Mancha escura: Os sintomas deste fungo são manchas escuras em ambas as faces da folha, sendo que na parte inferior as manchas são mais claras com 2 cm de diâmetro, no máximo. O patógeno Asteromidium tabebuiae prefere alta umidade e pouca luminosidade, sendo seus esporos de cor alaranjada.
Enrolamento foliar: Insetos da ordem Hemiptera, Hymenoptera, Diptera e Coleoptera foram associados ao enrolamento foliar. A espécie Trioza tabebuiae (Hemiptera: Psylloidea) é a principal responável por este enrolamento.
Outras considerações:
– Existem várias espécies no Brasil que são chamadas popularmente de Ipê amarelo.
– Tabebuia em tupi-guarani significa madeira que flutua. O nome Ipê, também de origem tupi, significa árvore de casca grossa.
– Já chrysotricha refere-se a presença de pelos dourados nos brotos novos.
– Floresce a partir do 3º ano.
– As flores atraem abelhas e pássaros ( principalmente beija flores e papagaios).
– A madeira é muito pesada, com alta resistência, usada tanto externa como internamente para assoalhos, instrumentos musicais e na construção civil e naval
– A espécie tem velocidade lenta de crescimento.
Referências:
– Lorenzi, H. Árvores brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil
– Alarich Schultz – Botânica sistemática
– Revista Globo rural – Texto João Mathias
– Site Árvores do Brasil – Eugênio Arantes de Melo
– Estudos em doenças de plantas – Oídio do Ipê amarelo causado por Ovulariopsis – Danilo Marçal G. de Paula
– Food and Agriculture Organization of the United Nations – An illustrated guide to the state of health of trees – Forestry department
– Oídio do Ipê Amarelo (Tabebuia chrysotricha) causado por Ovulariopsis sp. – Danilo Marçal Gonçalves de Paula

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Coelogyne flaccida

DSC04887Nome científico: Coelogyne flaccida (sin.: Coelogyne esquirolii)
Nomes populares: Celogine
Família: Orchidaceae
Clima: Temperado e frio
Origem: É uma espécie dos Himalaias (Nepal, Índia, Butão, China) mas também encontrada no Laos, Indonésia, e Birmânia.
Altura da planta: 40 cm
Luminosidade: 50% de sombreamento
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Epífita com pseudobulbos oblongos de 10 cm, folhas lanceoladas de 30 cm, coriáceas e verde escuras, hastes florais pendentes de 20 cm com inúmeras flores de 3 cm de cor amarelo com estrias carmim, ou creme e rosado. Floresce no fim do inverno e primavera. Possui aroma intenso, nem sempre apreciado.
Local de cultivo: Em vasos de qualquer material.
Substrato: Bem drenados e que retenham umidade.
Água: Regas até 2 vezes por semana.
Temperatura: Amena a fria.
Adubação: Ver postagem “Adubação em orquídeas”.
Propagação: Por divisão quando o vaso ficar muito pequeno. Gostam de formar densas touceiras.
Pragas, doenças e outros problemas: Mantendo o cuidado com a higiene, cultivando em local adequado à espécie, dificilmente temos problemas com esta orquídea. Pulgões e cochonilhas são as pragas que podem aparecer.
Outras considerações:
– Nas regiões de origem são encontradas em altitudes de 2000 m.
Referências:
– American orchid society
– OrchidPlantCare.info
– Orquídeas – Valério Romahn
– Complete guide to orchids – Miracle-gro
– O grande livro das orquídeas – Editora online
– The genus Coelogyne – David Banks – Orchid societies council of Victoria
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Doenças causadas por bactérias em orquídeas

Algumas bactérias podem causar graves danos em vários gêneros de orquídeas. Geralmente geram manchas moles, escuras e com odor desagradável. A melhor maneira de não ter aborrecimentos com este tipo de patógeno é com um adequado controle profilático. É aconselhável evitar irrigações muito frequentes e deixar recipientes no local que possam acumular água pois propagam-se por este meio principalmente.
As bactérias se desenvolvem bem em condições cálidas e de umidade. Entram nas plantas através de cortes e podem se alastrar facilmente. Uma vez instalada a doença é preciso remover as partes atingidas, sempre com ferramentas esterilizadas. O local de corte precisa ser limpo com alguma substância protetora (utilizo a mucilagem da Aloe vera mais canela em pó). Não é fácil encontrar um eficiente antibactericida no mercado. Antibióticos e compostos de cobre podem ser eficientes mas também há riscos de danificar a orquídea. Em casos graves é preciso eliminar a planta. Ou tentar deixá-la em locar seco sem molhar por uns 15-20 dias.

Mancha aquosa ou mancha marrom

É causada pela bactéria Acidovorax cattleya (syn. Pseudomonas cattleyae) afetando principalmente Cattleya, Phalaenopsis, Cymbidium, Dendrobium, Odontoglossum e Paphiopedilum. Move-se por flagelos, disseminando-se principalmente através de insetos, água e mudas contaminadas. Os principais sintomas são o aparecimento de manchas nas folhas de formato circular, aquosas e de cor parda. Conforme vai desenvolvendo-se estas manchas ficam escuras e deprimidas. Ataca plantas de qualquer idade. No caso da Phalenoposis, quando a parte central (coroa) da planta é atingida, a morte é certa. Já nas Cattleyas, a bactéria restringe-se às folhas mais velhas, não sendo letal.
Pseudomonas

Podridão mole

O agente causador é a bactéria Erwinia carotovora (sin. Pectobacterium carotovorum) atingindo Cattleya, Cymbidium, Laelia, Miltonia, Oncidium, Phalaenopsis e Vanda. Movem-se por flagelos e possuem muitos hospedeiros. As condições ideais para sua manifestação são temperaturas entre 20 – 30°C e altíssima umidade do ar. Plantas débeis ou que receberam cortes são mais suscetíveis. Da mesma forma que a anterior, disseminam-se através de insetos e pela água. O local propicio para sua instalação na planta são partes sujeitas ao acúmulo de água (como o miolo das Phalaenopsis). A doença evolui formando uma região mole e de odor desagradável. A morte da planta é muito rápida. Um bom espaçamento entre os vasos dificulta a disseminação da bactéria. Como o agente tem a capacidade de destruir os pectatos de cálcio presentes nas folhas, uma adubação com um adicional de Ca pode ajudar. Depois de arrancada as partes afetadas, o restante da planta pode ser pulverizada com sulfato de cobre ou tetraciclina (como forma de proteger o que não foi atingido). Na hora de regar uma Phalenopsis é bom evitar molhar sua coroa ou parte central.
Erwinia

Outras considerações
– Na Universidade Federal da Paraíba pesquisas mostraram que óleo de citronela a 1% é mais eficaz contra Erwinia carotovora do que a Tetraciclina.
– Foi observado a presença da bactéria Pseudomonas cattleyae na superfície da água mas não se tem certeza de que consiga viver na terra, embora na literatura muitas vezes seja citada como uma bactéria da terra.

Referências
– Diagnóstico e controle de doenças e pragas em orquídeas – João S. de Paula Araújo
– Doenças das orquídeas – Roland Brooks Cooke
– Complete guide to orchids – Miracle-gro USA
– Curso UFSC: Cultivo de orquídeas – Eng. Agr. Giorgini Venturieri
– Óleo essencial de citronela no controle da bactéria fitopatogênica Erwinia carotovora – Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, Areia, PB
– Bacterial diseases – Orchids world