Miltonia regnellii

Nome científico: Miltonia regnellii
Nomes populares: Miltonia, Flor da Páscoa, Dr. Regnell’s Miltonia (literatura inglesa)
Família: Orchidaceae
Clima: Temperado, principalmente de altitude.
Origem: Estados do sul do Brasil.
Altura da planta: Até 40 cm.
Ciclo de vida: Perene
Descrição: Epífita que forma grandes touceiras, folhas de até 20 cm de comprimento com 1 cm de largura. Possui inflorescência com hastes de 30 cm que abrem 7- 8 flores cada. A cor é branco e púrpura no centro, existindo algumas variedades amarelas com púrpura ou rosa. Cada flor tem 5 cm de diâmetro. O florescimento ocorre no verão.
Luminosidade: Sombreamento de 40% a 50%.
Local de cultivo: É de fácil cultivo, tanto fixada em árvores e pequenos troncos como em vasos.
Substrato: Diretamente nos troncos ou em vasos com brita e cascas. Pode-se colocar, inclusive, um pequeno tronco dentro do vaso (conforme foto).
Água: O substrato tem de ser bem drenado. Gostam de um período quase seco entre as regas. Umidade constante apodrece as raízes.
Temperatura: De 23°C a 30°C de dia e 15°C a 18°C à noite.
Adubação: Organomineral (1 colher a cada 2 meses) e NPK a cada 15-20 dias com quantidades menores no inverno.
Propagação: Divisão de touceiras, mantendo 4-5 pseudobulbos para cada muda.
Pragas, doenças e outros problemas: Cochonilhas e pulgões, além de formigas cortadeiras. Ferrugens e antracnose são doenças fúngicas as quais as Miltônias estão sujeitas.
Outras considerações:
– O nome regnelli é uma homenagem ao botânico sueco Anders Regnell que no século 19 estudou a flora brasileira.
Referências:
– Miltonia regnellii – Orquídeas do Rio Grande do Sul – Luiz Filipe Varella e Jacques Klein
– Miltonia – American Orchid Society by Dennis Dayan

Phalaenopsis – A orquídea borboleta

DSC05837Nome científico: Phalaenopsis spp 
As plantas encontradas no mercado são todas híbridas, mas em estado natural existem inúmeras espécies, possivelmente mais de 60. Como exemplo pode-se citar: P. amabilis, aphrodite, braceana, celebensis, chibae, cochlearis, corningiana, cornu-cervi, deliciosa, doweryensis, equestris, fasciata, fimbriata, floresensis, fuscata, gibbosa, gigantea, hainanensis, hieroglyphica, honghenensis, inscriptiosinensis, javanica, kunstleri, lindenii, lobbii, lowii, lueddemanniana, maculata, mannii, mariae, micholitzii, minus, modesta, pallens, pantherina, parishii, philippinensis, pulchra, reichenbachiana, sanderiana, schilleriana, speciosa, stobartiana, stuartiana, sumatrana, tetraspis, venosa, violacea, viridis, wilsonii .
Nomes populares: Phalaenopsis, orquídea borboleta
Família: Orchidaceae
Clima: Esta orquídea adapta-se a praticamente todos os tipos de clima. No entanto, preferem os mais quentes. Em seu habitat nativo crescem em florestas úmidas e com temperaturas de amenas para quentes, florescendo praticamente todo o ano.
Origem: Possui uma ampla distribuição pelo sudeste da Ásia, desde o sul de Índia, Sri Lanka, China, Taiwan, Indonésia, Tailândia, Malásia, Myanmar, Filipinas até a Austrália e Nova Guiné.
Altura da planta: As hastes florais podem atingir 80 cm, sendo que nas mini Phalaenopsis chegam a 30 cm.
Luminosidade: Não toleram altos níveis de luz, preferindo boa luminosidade mas não incidência direta dos raios solares. O sol direto queima as folhas, deixando-as amareladas, com manchas marrons ou brancas. Em interiores o melhor local é na proximidade de uma janela.
Phaleanopsis 4
Ciclo de vida: Perene. Bem cuidadas duram anos.
Descrição: A Phaleanopsis é uma orquídea epífita, de crescimento monopodial, habitando as florestas úmidas e quentes, protegidas da luz direta do sol pelas copas das árvores. As folhas novas vão surgindo de seu centro enquanto as velhas, na parte traseira, ficam amareladas com o tempo e caem. As folhas são grossas e suculentas mas por serem de regiões úmidas não são capazes de armazenar água por muito tempo. A coloração é verde escura, com comprimentos que chegam até 40 cm e 10 cm de largura. Formam pares opostos e, geralmente, em número de 4-5. Da base do talo principal nascem vigorosas raízes que tanto fixam-se nos troncos com também ficam aéreas.
No Brasil florescem de 1 a 3 vezes ao ano, dependendo da região e da forma como são cultivadas. A haste floral surge da base das folhas, medindo em geral 60 cm, mas podendo atingir até 1 m. Nas mini não passam de 25-30 cm. As flores são arredondadas com as pétalas superiores bem desenvolvidas e o labelo menor. As cores são muito variadas devido aos cruzamentos. Seu tamanho médio é de 6-8 cm. Chegam a durar 3 meses ou mais.

Phalaenopsis 2

Local de cultivo: São das poucas orquídeas que podem ser cultivadas em interiores, bastando ter as condições mínimas de desenvolvimento. Em áreas externas podem ficar sob telas (sombrites) ou fixadas em árvores. Preferem vasos plásticos transparentes pela fotossíntese realizada pelas raízes. Mas também podem ser cultivadas em vasos de outra cor ou de cerâmica. Outra possibilidade é fixá-las em pequenos troncos.
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Substrato: Podem ser utilizados vários tipos de substratos como cascas, fibras, brita, argila expandidas, esfagno, carvão, etc, sempre visando boa drenagem e aeração. Cada orquidófilo deve adequar-se em função do seu local de cultivo e das exigências de cada orquídea. Assim, por exemplo, o uso exclusivo de esfagno ou fibras de coco, como muitas Phalaenopsis são comercializadas, exigem uma irrigação mais moderada pois estes substratos retem muita água. Molhar com muita frequência nestes casos resulta em apodrecimento das raízes e surgimento de doenças. Uma mistura de cascas de Pinus, carvão e brita (ou argila expandida) é um bom substrato. 
Ver postagem : Substratos em orquídeas
Água: São plantas que requerem irrigação regular. Em geral, dependendo do substrato, pode-se indicar a colocação de água 1 vez por semana. Mas no verão, em dias muito quentes, pode ser a cada 3-4 dias e no inverno chegar a intervalos de 10- 14 dias. É importante que haja um período seco entre as regas. Colocar o dedo no substrato é uma forma boa de avaliar a umidade do vaso.
Vasos de argila pedem mais irrigação pois este material “chupa” a água colocada. O horário da manhã é preferível do que à tarde. Outra recomendação que faço é a de não deixar água acumulada no centro das folhas, o que favorece a “Podridão mole”.

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Temperatura: A faixa preferida da Phalaenopsis está entre 15º C e 30° C.
Adubação: Sugiro a leitura das seguintes postagens em Iracema fontes e orquídeas: Nutrição em orquídeas / Deficiências nutricionais em orquídeas / Adubação em orquídeas / Adubação de orquídeas com pó de basalto. Penso que nestes textos apresentei os principais tópicos referentes à adubação. Sempre recomendo que cada um descubra o método adequado para seu espaço e suas plantas. Utilizo NPK nas dosagens e frequência indicadas nos textos citados e também adubos organominerais. Considero muito corretas as colocações de Darly Machado de Campos em seu livro Manual prático de nutrição.
Muitas pessoas tem restrições a adubos químicos e, neste sentido, podem utilizar aquele adubo organomineral sugerido pelo Eng. Agr. Giorgini Venturieri com 4 partes de torta de mamona, 2 partes de farinha de ossos, 1 parte de cinzas. Também o pó de basalto é excelente. Nas experiências que estou fazendo com Phaleanopsis fixadas em troncos, utilizo pulverizações com NPK e, em algumas estou tentando apenas o uso de chorume na proporção com água de 1:15. Estas orquídeas estão em orquidário, com telado de 50 a 70% de sombreamento, expostas à chuva. Em períodos mais secos pulverizo água nas raízes com frequência, similar ao trato com Vandas.
É preciso ser bem cauteloso nesta questão de adubação. No espaço natural, as orquídeas não recebem doses maciças de nutrientes. Assim adubações frequentes demais ou além das doses recomendadas, geram uma salinização no substrato que será prejudicial à planta. Portanto, mesmo que muitas instruções de adubos químicos indiquem pulverizações semanais ou quinzenais, 1 vez por mês já pode ser suficiente. Ou também pode-se adotar pulverizações mais frequentes com proporções de adubo bem abaixo do recomendado.
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Propagação: Não apresenta a formação de mudas laterais. Assim a multiplicação por divisão, como nas espécies simpodiais, não é possível. Às vezes, keikis se formam nos nódulos das hastes florais. Estas pequenas mudas podem ser destacadas quando suas raízes atingirem por volta de 8-10 cm e colocadas em outro vaso. Comercialmente, a propagação é por sementes ou meristemas (gemas).
Pragas, doenças e outros problemas: Das doenças causadas por bactérias destacam-se a podridão mole (Erwinia carotovora) e a mancha marrom (Acidovorax cattleya). É basicamente preventivo o controle destas doenças mas uma vez instaladas deve-se cortar as partes atingidas aplicando Aloé e canela no local. Tratamentos com Tetraciclina ou Sulfato de cobre sobre o restante da planta são indicados por alguns orquidófilos. Mais detalhes sobre estes patógenos encontram-se na postagem Doenças causadas por bactérias em orquídeas.
Das doenças fúngicas, as mais comuns são o mofo cinzento (Botrytis cinerea), antracnose (Colletotrichum), fusariose (Fusarium), podridão negra (Phytophthora e Pythium), podridão das raízes (Rhizoctonia), murcha do Sclerotium (Sclerotium rolfsii), entre outras. Ver descrição dos sintomas em Doenças fúngicas em orquídeas.

Mancha marrom

Mancha marrom

Antracnose 1

Antracnose

Podridão mole

Podridão mole

Das pragas, a cochonilha farinhenta (Dysmicoccus brevipes) é uma das mais importantes. As fêmeas são ápteras estabelecendo-se nas folhas e fendas, cobertas por cerosidades similares a uma farinha e sugam a seiva da planta. Os ovos são colocados sob estas proteções cerosas (de 50 a 100 por indivíduo). Já os machos são alados, vivendo apenas o tempo para fertilizar as fêmeas. Também cochonilhas de carapaças atacam as Phaleanopsis. Estas pragas são difíceis de combater com inseticidas principalmente as de carapaça. Mais adequado é o uso de soluções com óleo mineral pois impermeabilizam as coberturas ceráceas, matando a cochonilha por asfixia. Caldas de fumo, com aplicações intercaladas com a indicação mineral, também contribuem para eliminar este inseto. Em pequenos orquidários o melhor é estar sempre atento e eliminar estas pragas manualmente, esmagando-as com um cotonete úmido. No comércio existem inseticidas específicos para tal fim (mas é preciso ser cauteloso pela toxidade dos produtos). As joaninhas e algumas vespinhas são predadores naturais.

Cochonilha

Cochonilha

Ácaros se beneficiam de tempo quente e seco. Os sintomas deixam as folhas
esbranquiçadas ou prateadas. Portanto, o aumento da umidade ambiental ajuda a controlar esta praga.
Também não se pode deixar de citar os ataques de lesmas e caracóis. Ler o artigo deste blog Caracóis em orquídeas.
A Phalaenopsis também sofre com o frio e a exposição ao sol. No caso do frio, surgem lesões e descoloração, ficando a planta suscetível ao ataque de patógenos. Já os sintomas da exposição direta ao sol mostram manchas secas, esbranquiçadas com um anel escuro ao redor. A planta deve ser mudada de local e não é necessário fazer nada pois o dano não se alastrará.
Outras considerações:
Phalaenopsis é uma palavra de origem grega, formada por “phal” (mariposa ou borboleta) e “opsis” (aparência). A planta em floração lembra borboletas em voo.
– Estas orquídeas sentem ar condicionado, podendo desidratar e morrer.
– A ausência de floração pode ser por falta de luz.
– Botões murchos ou queda dos botões florais pode ser indício de umidade insuficiente no ambiente. Ou o efeito de temperaturas noturnas muito baixas.
– Ocasionalmente, quando o substrato estiver deteriorado ou o pote ficar pequeno para a orquídea, faz-se um transplante para um recipiente mais adequado.
Referências:
– Phalaenopsis, the Genus – American orchid society
– Habitat, distribuition and ecology of Phalaenopsis species – ranwild.org
– Phalaenopsis (moth orchids) – Royal horticultural society
– How We Grow Phalaenopsis – Robert Fuchs
– Jardineiro.net – Raquel Patro
– Manual prático de nutrição – Darly Machado de Campos
– Complete Guide to Orchids – Miracle-gro – USA
Dysmicoccus brevipes – Defesavegetal.net
– Doenças de orquídeas – João Araújo
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Coelogyne flaccida

DSC04887Nome científico: Coelogyne flaccida (sin.: Coelogyne esquirolii)
Nomes populares: Celogine
Família: Orchidaceae
Clima: Temperado e frio
Origem: É uma espécie dos Himalaias (Nepal, Índia, Butão, China) mas também encontrada no Laos, Indonésia, e Birmânia.
Altura da planta: 40 cm
Luminosidade: 50% de sombreamento
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Epífita com pseudobulbos oblongos de 10 cm, folhas lanceoladas de 30 cm, coriáceas e verde escuras, hastes florais pendentes de 20 cm com inúmeras flores de 3 cm de cor amarelo com estrias carmim, ou creme e rosado. Floresce no fim do inverno e primavera. Possui aroma intenso, nem sempre apreciado.
Local de cultivo: Em vasos de qualquer material.
Substrato: Bem drenados e que retenham umidade.
Água: Regas até 2 vezes por semana.
Temperatura: Amena a fria.
Adubação: Ver postagem “Adubação em orquídeas”.
Propagação: Por divisão quando o vaso ficar muito pequeno. Gostam de formar densas touceiras.
Pragas, doenças e outros problemas: Mantendo o cuidado com a higiene, cultivando em local adequado à espécie, dificilmente temos problemas com esta orquídea. Pulgões e cochonilhas são as pragas que podem aparecer.
Outras considerações:
– Nas regiões de origem são encontradas em altitudes de 2000 m.
Referências:
– American orchid society
– OrchidPlantCare.info
– Orquídeas – Valério Romahn
– Complete guide to orchids – Miracle-gro
– O grande livro das orquídeas – Editora online
– The genus Coelogyne – David Banks – Orchid societies council of Victoria
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Doenças causadas por bactérias em orquídeas

Algumas bactérias podem causar graves danos em vários gêneros de orquídeas. Geralmente geram manchas moles, escuras e com odor desagradável. A melhor maneira de não ter aborrecimentos com este tipo de patógeno é com um adequado controle profilático. É aconselhável evitar irrigações muito frequentes e deixar recipientes no local que possam acumular água pois propagam-se por este meio principalmente.
As bactérias se desenvolvem bem em condições cálidas e de umidade. Entram nas plantas através de cortes e podem se alastrar facilmente. Uma vez instalada a doença é preciso remover as partes atingidas, sempre com ferramentas esterilizadas. O local de corte precisa ser limpo com alguma substância protetora (utilizo a mucilagem da Aloe vera mais canela em pó). Não é fácil encontrar um eficiente antibactericida no mercado. Antibióticos e compostos de cobre podem ser eficientes mas também há riscos de danificar a orquídea. Em casos graves é preciso eliminar a planta. Ou tentar deixá-la em locar seco sem molhar por uns 15-20 dias.

Mancha aquosa ou mancha marrom

É causada pela bactéria Acidovorax cattleya (syn. Pseudomonas cattleyae) afetando principalmente Cattleya, Phalaenopsis, Cymbidium, Dendrobium, Odontoglossum e Paphiopedilum. Move-se por flagelos, disseminando-se principalmente através de insetos, água e mudas contaminadas. Os principais sintomas são o aparecimento de manchas nas folhas de formato circular, aquosas e de cor parda. Conforme vai desenvolvendo-se estas manchas ficam escuras e deprimidas. Ataca plantas de qualquer idade. No caso da Phalenoposis, quando a parte central (coroa) da planta é atingida, a morte é certa. Já nas Cattleyas, a bactéria restringe-se às folhas mais velhas, não sendo letal.
Pseudomonas

Podridão mole

O agente causador é a bactéria Erwinia carotovora (sin. Pectobacterium carotovorum) atingindo Cattleya, Cymbidium, Laelia, Miltonia, Oncidium, Phalaenopsis e Vanda. Movem-se por flagelos e possuem muitos hospedeiros. As condições ideais para sua manifestação são temperaturas entre 20 – 30°C e altíssima umidade do ar. Plantas débeis ou que receberam cortes são mais suscetíveis. Da mesma forma que a anterior, disseminam-se através de insetos e pela água. O local propicio para sua instalação na planta são partes sujeitas ao acúmulo de água (como o miolo das Phalaenopsis). A doença evolui formando uma região mole e de odor desagradável. A morte da planta é muito rápida. Um bom espaçamento entre os vasos dificulta a disseminação da bactéria. Como o agente tem a capacidade de destruir os pectatos de cálcio presentes nas folhas, uma adubação com um adicional de Ca pode ajudar. Depois de arrancada as partes afetadas, o restante da planta pode ser pulverizada com sulfato de cobre ou tetraciclina (como forma de proteger o que não foi atingido). Na hora de regar uma Phalenopsis é bom evitar molhar sua coroa ou parte central.
Erwinia

Outras considerações
– Na Universidade Federal da Paraíba pesquisas mostraram que óleo de citronela a 1% é mais eficaz contra Erwinia carotovora do que a Tetraciclina.
– Foi observado a presença da bactéria Pseudomonas cattleyae na superfície da água mas não se tem certeza de que consiga viver na terra, embora na literatura muitas vezes seja citada como uma bactéria da terra.

Referências
– Diagnóstico e controle de doenças e pragas em orquídeas – João S. de Paula Araújo
– Doenças das orquídeas – Roland Brooks Cooke
– Complete guide to orchids – Miracle-gro USA
– Curso UFSC: Cultivo de orquídeas – Eng. Agr. Giorgini Venturieri
– Óleo essencial de citronela no controle da bactéria fitopatogênica Erwinia carotovora – Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Paraíba, Areia, PB
– Bacterial diseases – Orchids world

Dendrobium fimbriatum var. oculatum

Dendrobium fimbriatum

Nome científico: Dendrobium fimbriatum var. oculatum
Nomes populares:
Família: Orchidaceae
Clima: Tropical
Origem: Sudeste asiático
Altura da planta: 80 cm a 1 m
Luminosidade: Precisa de muita luz, inclusive sol direto. Pode ficar sob sombrite de 30 a 40% de sombreamento.
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Epífita de pseudobulbos longos (até 1 m), florescendo no início da primavera com ramos florais surgindo no último terço destes, com 5 – 12 flores amarelas. O interior do labelo é marrom e sua parte externa é franjeada. Possui aroma intenso similar ao cravo. As folhas tem formato lanceolado caindo acentuadamente no período da floração.
Local de cultivo: Vasos plásticos ou de cerâmica, cachepôs de ripas de madeira ou pendente presos a troncos ou árvores.
Substrato: Misturas de cascas de pinus, brita ou argila expandida, com um pouco de materiais que retenham umidade como fibra de coco.
Água: De 1 – 2 vezes por semana, reduzindo no inverno.
Temperatura: Prefere verões amenos com invernos frios e secos.
Adubação: Adubos organominerais a cada 2 meses e NPK 20-20-20 a cada 15 dias.
Propagação: Quando possível, divisão da planta mantendo 4-5 pseudobulbos ou através dos keikes que surgem nos pseudobulbos.
Pragas, doenças e outros problemas: Pouco comuns. Na primavera, durante a brotação, cuidar os pulgões. Em períodos muito úmidos eventualmente podem surgir podridões devido a fungos. Particularmente nunca tive problemas com esta espécie.
Outras considerações:
– O termo latim fimbriatum significa fímbria ou franja. Já oculatum é olho, referindo-se a mancha marrom escura no interior do labelo.
– Os pseudobulbos geralmente precisam ser tutorados.
Referências:
– Orquídeas – Valério Romahn
– O grande livro das orquídeas – Editora On-line
Dendrobium fimbriatum 2

Cattleya labiata

CL tipo2Nome científico: Cattleya labiata
Nomes populares: Labiata
Família: Orchidaceae
Clima: Tropical
Origem: Nordeste do Brasil
Altura da planta: 40 cm
Luminosidade: Precisa de bastante luz para se desenvolver, porém filtrada. Sombrite entre 50 e 70%. Folhas muito verde escuras pode ser sinal de falta de luz.
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Epífita simpodial com pseudobulbos de até 20 cm, cada um com folha única de formato oblongado. Inflorescências com 4-5 flores, de cor lilás, grandes e perfumadas. Foi descoberta em 1820 aproximadamente, gerando grande atração por suas cores e adocicado perfume. Floresce no final do verão e início do outono. A duração da flor é de 15-20 dias. Conhecida como a “Rainha do nordeste”, adapta-se também no sudeste. Planta de fácil cultivo.
Local de cultivo: Vasos plásticos, vasos de barro e cachepôs de madeira. Em orquidários precisam de luz filtrada (sombrite) podendo também ser penduradas ou presas em árvores.
Substrato: Cascas de pinus, carvão e brita são uma possibilidade. Pessoalmente, estou usando uma mistura de brita e argila expandida sendo a parte de cima do vaso coberta com pedriscos e cascas de pinus bem picadas. Isto para manter um pouco mais de umidade e impedir que o adubo organomineral se perca por entre as britas. Ver postagens sobre o tema. Boa drenagem, no entanto, é requisito obrigatório.
Água: Em um substrato bem drenado e em ambiente coberto, duas vezes por semana é suficiente. A não ser se o calor for excessivo quando até regas diárias são necessárias. Caso esteja sob a ação do tempo, deve-se observar o regime de chuvas e molhar sempre que ficar mais de 3 dias sem chover. No inverno a irrigação precisa ser reduzida. Quando a planta sai do repouso deve-se molhar mais. Já no período de pré-floração (quando surgem as hastes florais) é preciso evitar água em excesso.
Temperatura: Adapta-se bem em climas temperados e tropicais, com temperaturas entre 10º C e 34º C.
Adubação: Quinzenalmente com NPK e a cada 3 meses com organomineral. Ver postagem Adubação em orquídeas.
Propagação: Em larga escala por sementes, in vitro. Também por divisão de pseudobulbos, deixando 3-4 por vaso. A melhor época de fazer este processo é depois da floração e quando a planta está lançando os novos brotos e raízes.
Pragas, doenças e outros problemas: Cochonilha, pulgões, percevejo tentecoris, além de bactérias e doenças fúngicas que causam antracnose e podridões. Estes temas serão desenvolvidos separadamente. Já postado: Doenças fúngicas em orquídeas e Caracóis em orquídeas.
Sistemas de classificação :
a) Colorido da Flor
1. Alba : As pétalas e sépalas são brancas, alvas, com coloração amarela no interior do tubo.
Cattleya labiata alba
2. Alba plena : Tanto as pétalas, sépalas e o labelo apresentam-se brancos, só que no interior do labelo ocorre uma coloração verde limão suave.
3. Coerulea : As pétalas e sépalas são suavemente azuladas e o labelo tem o lóbulo central com azul mais forte.
CL cerulea1
4. Ametistina : Como a anterior mas com o labelo na cor ametista.
5. Concolor : Toda a flor tem uma cor única, podendo o labelo ser um pouco mais intenso. No interior no tubo a cor é amarela.
6. Amesiana : Pétalas e sépalas levemente rosadas sendo o labelo com tom mais intenso.
7. Amoena : Aplica-se a qualquer coloração muito suave, geralmente com pétalas e sépalas brancas.
8. Semi-alba : Pétalas e sépalas brancas e lóbulo frontal do labelo colorido.
9. Rubra : Pétalas e sépalas lilás escuras, praticamente rubras. O lóbulo central é de cor púrpura.
CL rubra
10. Flâmea : As pétalas e sépalas são lilás, sendo que nas pétalas a tonalidade é mais intensa. A fauce pode ser ou não esbranquiçada, com o interior do tubo amarelado.
11.Tipo : Sépalas e pétalas lilás, lóbulo frontal do labelo purpúreo, amarelo no interior do tubo.
CL tipo1
12. Pérola : Pétalas e sépalas brancas com suave tom róseo, lóbulo central purpúreo ou sanguíneo, interior do tubo amarelo.
CL pérola
13. Suave : Pétalas e sépalas brancas, com um rosa muito sutil, o lóbulo frontal é lilás-rosa claro, interior do tubo amarelo.
14. Vinicolor : De cor vinho tinto com lóbulo frontal mais intenso, com fauce amarelo ouro.
15. Pelórica : Anomalias florais, sendo a mais comum a transformação das sépalas inferiores em falsos labelos. Pode ocorrer em qualquer variedade.
b) Desenho do labelo
1. Anelato : Possui uma coloração em forma de anel na entrada do tubo.

2. Atro : Atro significa escuro. Designa a flor quando um colorido escuro se estende externamente ao tubo do labelo.
3. Estriato : Labelo mostra estrias que começam no meio do lóbulo central.
4. Íntegro : A coloração do labelo estende-se ao tubo.
5. Marginato : Ocorre uma margem ao longo da borda do labelo.
6. Oculato : Presença de duas manchas na entrada do tubo, parecendo dois olhos.
CL oculata
7. Orlato : Mancha escura do lóbulo frontal do labelo estende-se pela orla superior deste.
8. Punctato : O lóbulo central do labelo apresenta uma mancha pequena.
9. Venoso : Veias escuras sobre o colorido básico do labelo.
Outras considerações:
– A Cattleya labiata foi primeiramente descrita pelo botânico inglês John Lindley em 1821.
Referências:
– A Rainha do Nordeste – Cattleya labiata – Agefran Costa
– Complete guide to orchids – Miracle Gro
– Orquídeas – Valério Romahn
– O Grande livro das orquídeas – Editora On line
– Classificação da Cattleya labiata segundo João Paulo Fontes
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Leptotes e suas espécies

Leptotes bicolor

Leptotes bicolor

Nome científico: Leptotes
Nomes populares: Leptotes
Família: Orchidaceae
Clima: Tropical de altitude, com invernos secos e verões úmidos. Prefere altitudes de 500 a 900 m.
Origem: Brasil, nos estados do sul e sudeste até a Bahia. Aparece também no Paraguai. No Brasil ocorrem 5 espécies: L. bicolor, unicolor, tenuis, pauloensis e serrulata.
Altura da planta: Até 15 cm.
Luminosidade: Necessita bastante luz, mas não direta. Um sombrite de 60 % ou 70% é o ideal.
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Epífitas de pseudobulbos pequenos, com folhas cilíndricas curtas ou longas, verde escuras, com sulco longitudinal. A inflorescência surge da base das folhas, sem espata, com 1-7 flores, geralmente pendentes, de coloração branca, rósea ou levemente esverdeada. O labelo é manchado de amarelo, púrpura ou lilás, com lobos laterais pequenos. As pétalas e sépalas são alongadas com a mesma cor. Cada flor tem por volta de 2-4 cm, com duração de 20 dias. Floração na primavera e verão. Algumas espécies são perfumadas e outras tem margens serrilhadas. A polinização ainda não foi bem compreendida, possivelmente polinizada por abelhas ou beija-flores.

L.bicolor alba 2

L.bicolor var. alba

 Pelo tamanho da folha, o formato das flores e sua maior ou menor pendência, pode-se diferenciar as espécies de Leptotes. Assim, há dois grupos distintos:
a) Possuem 4 espécies (Leptotes unicolor, Leptotes bicolor, Leptotes bohnkiana, Leptotes pohlitinoco ), com flores que não se abrem muito, muito tombadas, com folhas longas maiores que as inflorescências, superfície lisa, verde claras.
b) Possuem 5 espécies (Leptotes tenuis , Leptotes pauloensis , Leptotes harryphillipsii , Leptotes mogyensis e Leptotes vellozicola ), com flores mais arredondadas, folhas curtas e rugosas, verde escuras, possuem 1-2 flores por inflorescência.
Diferenças entre a Leptotes unicolor e Leptotes bicolor : A primeira tem pseudobulbos com 1 cm de altura, folhas de 3 cm, flor de 2 cm, pétalas e sépalas rosa-arroxeados, labelo da mesma cor, cresce para baixo, florescendo de janeiro a março. No L. bicolor os pseudobulbos tem 2 cm de altura, as folhas cilindricas chegam a 10 cm de comprimento, flores com 3 cm de diâmetro, sépalas e pétalas brancas ou levemente rosadas, labelo rosa-arroxeado, floresce no verão.
Local de cultivo: No ambiente natural habita florestas abertas, subtropicais e úmidas. Caso plantada em vasos plásticos ou de barro, deve ser muito bem drenado, mas parece não gostar muito destes recipientes. Como suas raízes apodrecem com facilidade na umidade excessiva, preferem estar fixadas às árvores ou em pedaços de troncos.
Substrato: Caso o cultivo seja em vasos, os leptotes podem ser colocados em una mistura de cascas, brita e algo que retenha mais umidade como fibras e esfagno.
Água: Manter sempre uma boa umidade, não permitindo que o vaso fique totalmente seco por muito tempo.
Temperatura: Entre 16º C e 27º C.
Adubação: Adubos organominerais a cada 2 meses e NPK 20-20-20 a cada 15 dias.
Propagação: Divisão da planta mantendo 4-5 pseudobulbos.
Pragas, doenças e outros problemas : Não são comuns.
Outras considerações :
– Em grego, Leptotes significa “delicado”.
– Algumas espécies tem as sementes usadas na aromatização de alimentos, substituindo a baunilha.
Referências:
– Revista O mundo das orquídeas – Ano 2 – nº 7
– Leptotes – John Denson
– Leptotes – Susan Taylor
– Complete guide to orchids – Miracle Gro
– O grande livro das orquídeas – Editora On-line
– Leptotes orchid –
Wikipedia, the free encyclopedia
Revista Natureza nº 299 – Beleza singela – Ana Luísa Vieira

L.bicolor alba

A inflorescência sai da base das folhas