Flamboyant

flor de flamboyant

Nome científico: Delonix regia
Nomes populares: Flamboyant, Flor do paraíso
Família: Fabaceae
Clima: Equatorial, tropical e sub-tropical
Origem: Madagascar
Altura da planta: 9 – 12 m, com até 90 cm de diãmetro
Luminosidade: Sol pleno
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: A planta possui tronco cilíndrico ramificando-se apenas na parte superior, onde lança uma ramificação horizontal que atinge até 10 m de diâmetro. As folhas são bipinadas com vários pares de folíolos, oblongos e sésseis. É decídua ou semi decídua. Já as inflorescências surgem justamente quando caem as flores. São racemos compostos de flores grandes de cor vermelha, alaranjada ou salmão. Tem 5 pétalas e estames longos. O fruto é uma vagem grande com até 50 cm de comprimento. A floração é na primavera e verão. A primeira florada dá-se a partir do 4º ano.
Local de cultivo: Ideal para projetos de paisagismo em parques e praças. Muito ornamental na entrada de propriedades rurais como também isolada em um campo. Propicia ótima sombra.
Solos e água: Desenvolve-se em qualquer tipo de solo, secos ou úmidos. Tolera estiagem. O recomendável é o plantio em terrenos férteis e bem drenados.
Temperatura: Amena para quente. Não suporta frios intensos. Tolera geadas fracas.
Adubação: No plantio, usar terra orgânica com adubos ricos em P. Após adubar a cada 3 meses até o pleno desenvolvimento.
Propagação: Por estacas e sementes.
Pragas e doenças: São vários os organismos que podem causar danos ao Flamboyant, alguns específicos de determinadas regiões do globo.
Pteroma plagiophleps : É uma lagarta de mariposa que come folhas. Índia
Pericyma cruegeri : Também aparece na Índia, Hong Kong e no sudoeste da Ásia. A lagarta desta mariposa pode causar grandes danos a folhagem da planta.
Anoplocnemis curvipes : É um hemíptero que suga a seiva causando secamento das folhas. Citada a ocorrência na África.
Leptostylus praemorsus : Já na América Central este cerambicídeo come tanto as folhas como os ramos novos e frutos.
Orthezia insignis : Hemíptero sugador. América Central e do Sul.
Oxyrhachis latipes : Aparece na África, na região de Malawi. É um hemíptero e não causa grandes danos.
Schedorhinotermes lamanianus : Cupim que pode danificar as raízes.
Poecilips sierraleonensis : A larva come o talo dos frutos. África e Índia.
Boarmia selenaria : As larvas mais jovens desta mariposa roem frutos e folhagem. Larvas adultas cavam buracos profundos nos frutos. Registradas na Ásia e Oriente Médio.
Fusarium oxysporum : Fungo de solo que enfraquecem o desenvolvimento das raízes, clorose nas folhas e atrofiam o crescimento das plantas.
Pleiochaeta setosa : Identificado na Índia, este fungo ataca os cotilédones das plantinhas recém germinadas e causa a queda de folhas.
Armillaria mellea : Fungo que causa apodrecimento nas raízes, clorose nas folhas, reduzindo o crescimento da planta. Não foi detectada no Brasil.
Ganoderma sp : Outro fungo com sintomas similares, gerando apodrecimento nas raízes e clorose nas folhas, podendo determinar até a morte da planta.
Outras considerações:
– As raízes são muito agressivas, quebrando calçadas e canos.
– O nome Flamboyant, em francês, significa flamejante.
– Foi no século 19, com D. João VI que chegaram no Brasil as primeiras mudas.
– Devido a sua copa muito grande pode também causar danos à iluminação pública.
– Não é aconselhável plantar Flamboyant próximo às casas pois pode danificar o telhado e também entupir calhas.
– É de crescimento rápido, chegando a 1,5 m ao ano.
– Tolerante aos ambientes salinos do litoral.
– Algumas podas para a retirada de galhos secos e direcionamento podem ser necessárias.
– Ainda não há registros sobre propriedades medicinais.
– As folhas e flores da Delonix regia mostram forte fitotoxidade contra a erva altamente invasora Mikania micrantha . Duas gramas do pó das folhas e flores aplicadas sobre um solo infestado desta erva daninha causa a mortalidade de 75-90% das mudinhas em um período de 3 semanas.
– As cinzas do Flamboyant induzem altas reduções no crescimento de micélios de organismos tais como Helminthosporium sativum, Curvularia lunata e Fusarium graminearum. Efeitos similares foram obtidos em pesquisas contra alguns coleópteros e nematóides.
Referências:
– Jardineiro.com
– Lorenzi, H. Árvores brasileiras: Manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil
– Guarda-sol em chamas – Edição 205 da revista Globo Rural – Nov/2002
– Doenças em árvores e plantas ornamentais urbanas – Flávia Gizele König Brun e Marlove Brião Muniz – Universidade Federal de Santa Maria
– Invasive Species Compendium. Wallingford – UK
– Pests and diseases as constraints in the production and marketing of fruits in the Caribean – Chelston Brathwaite, Rafael Marte e Edgar Porsche
– Lima, J.T and Costa-Leonardo, A.M. Recursos alimentares explorados pelos cupins (Insecta: Isoptera). Biota Neotrop. May/Aug 2007 vol. 7
– Insect pests of flowers, seeeds and fruits of forest trees – R.N.Mathur, Balwant Singh and Kisori Lal
– The Giant Looper Boarmia Selenaria – M. Wysoki, E. Swirski and S. Greenber – Israel
– Root rot of Delonix regia caused by Fusarium oxysporum in the northern Guinea zone of Nigeria – Gbadegesin, R. A.
– Pleiochaeta setosa – a new pathogen of Delonix regia.
– University of California IPM Pest Management Guidelines, University of California – Plantwise Knowledge Bank
flamboyant

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