Cattleya labiata

CL tipo2Nome científico: Cattleya labiata
Nomes populares: Labiata
Família: Orchidaceae
Clima: Tropical
Origem: Nordeste do Brasil
Altura da planta: 40 cm
Luminosidade: Precisa de bastante luz para se desenvolver, porém filtrada. Sombrite entre 50 e 70%. Folhas muito verde escuras pode ser sinal de falta de luz.
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Epífita simpodial com pseudobulbos de até 20 cm, cada um com folha única de formato oblongado. Inflorescências com 4-5 flores, de cor lilás, grandes e perfumadas. Foi descoberta em 1820 aproximadamente, gerando grande atração por suas cores e adocicado perfume. Floresce no final do verão e início do outono. A duração da flor é de 15-20 dias. Conhecida como a “Rainha do nordeste”, adapta-se também no sudeste. Planta de fácil cultivo.
Local de cultivo: Vasos plásticos, vasos de barro e cachepôs de madeira. Em orquidários precisam de luz filtrada (sombrite) podendo também ser penduradas ou presas em árvores.
Substrato: Cascas de pinus, carvão e brita são uma possibilidade. Pessoalmente, estou usando uma mistura de brita e argila expandida sendo a parte de cima do vaso coberta com pedriscos e cascas de pinus bem picadas. Isto para manter um pouco mais de umidade e impedir que o adubo organomineral se perca por entre as britas. Ver postagens sobre o tema. Boa drenagem, no entanto, é requisito obrigatório.
Água: Em um substrato bem drenado e em ambiente coberto, duas vezes por semana é suficiente. A não ser se o calor for excessivo quando até regas diárias são necessárias. Caso esteja sob a ação do tempo, deve-se observar o regime de chuvas e molhar sempre que ficar mais de 3 dias sem chover. No inverno a irrigação precisa ser reduzida. Quando a planta sai do repouso deve-se molhar mais. Já no período de pré-floração (quando surgem as hastes florais) é preciso evitar água em excesso.
Temperatura: Adapta-se bem em climas temperados e tropicais, com temperaturas entre 10º C e 34º C.
Adubação: Quinzenalmente com NPK e a cada 3 meses com organomineral. Ver postagem Adubação em orquídeas.
Propagação: Em larga escala por sementes, in vitro. Também por divisão de pseudobulbos, deixando 3-4 por vaso. A melhor época de fazer este processo é depois da floração e quando a planta está lançando os novos brotos e raízes.
Pragas, doenças e outros problemas: Cochonilha, pulgões, percevejo tentecoris, além de bactérias e doenças fúngicas que causam antracnose e podridões. Estes temas serão desenvolvidos separadamente. Já postado: Doenças fúngicas em orquídeas e Caracóis em orquídeas.
Sistemas de classificação :
a) Colorido da Flor
1. Alba : As pétalas e sépalas são brancas, alvas, com coloração amarela no interior do tubo.
Cattleya labiata alba
2. Alba plena : Tanto as pétalas, sépalas e o labelo apresentam-se brancos, só que no interior do labelo ocorre uma coloração verde limão suave.
3. Coerulea : As pétalas e sépalas são suavemente azuladas e o labelo tem o lóbulo central com azul mais forte.
CL cerulea1
4. Ametistina : Como a anterior mas com o labelo na cor ametista.
5. Concolor : Toda a flor tem uma cor única, podendo o labelo ser um pouco mais intenso. No interior no tubo a cor é amarela.
6. Amesiana : Pétalas e sépalas levemente rosadas sendo o labelo com tom mais intenso.
7. Amoena : Aplica-se a qualquer coloração muito suave, geralmente com pétalas e sépalas brancas.
8. Semi-alba : Pétalas e sépalas brancas e lóbulo frontal do labelo colorido.
9. Rubra : Pétalas e sépalas lilás escuras, praticamente rubras. O lóbulo central é de cor púrpura.
CL rubra
10. Flâmea : As pétalas e sépalas são lilás, sendo que nas pétalas a tonalidade é mais intensa. A fauce pode ser ou não esbranquiçada, com o interior do tubo amarelado.
11.Tipo : Sépalas e pétalas lilás, lóbulo frontal do labelo purpúreo, amarelo no interior do tubo.
CL tipo1
12. Pérola : Pétalas e sépalas brancas com suave tom róseo, lóbulo central purpúreo ou sanguíneo, interior do tubo amarelo.
CL pérola
13. Suave : Pétalas e sépalas brancas, com um rosa muito sutil, o lóbulo frontal é lilás-rosa claro, interior do tubo amarelo.
14. Vinicolor : De cor vinho tinto com lóbulo frontal mais intenso, com fauce amarelo ouro.
15. Pelórica : Anomalias florais, sendo a mais comum a transformação das sépalas inferiores em falsos labelos. Pode ocorrer em qualquer variedade.
b) Desenho do labelo
1. Anelato : Possui uma coloração em forma de anel na entrada do tubo.

2. Atro : Atro significa escuro. Designa a flor quando um colorido escuro se estende externamente ao tubo do labelo.
3. Estriato : Labelo mostra estrias que começam no meio do lóbulo central.
4. Íntegro : A coloração do labelo estende-se ao tubo.
5. Marginato : Ocorre uma margem ao longo da borda do labelo.
6. Oculato : Presença de duas manchas na entrada do tubo, parecendo dois olhos.
CL oculata
7. Orlato : Mancha escura do lóbulo frontal do labelo estende-se pela orla superior deste.
8. Punctato : O lóbulo central do labelo apresenta uma mancha pequena.
9. Venoso : Veias escuras sobre o colorido básico do labelo.
Outras considerações:
– A Cattleya labiata foi primeiramente descrita pelo botânico inglês John Lindley em 1821.
Referências:
– A Rainha do Nordeste – Cattleya labiata – Agefran Costa
– Complete guide to orchids – Miracle Gro
– Orquídeas – Valério Romahn
– O Grande livro das orquídeas – Editora On line
– Classificação da Cattleya labiata segundo João Paulo Fontes
CL tipo3