Asplênio

 

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Nome Científico
Asplenium nidus
Nomes Populares: Asplênio, Ninho-de-passarinho
Família: Aspleniaceae
Clima:  Equatorial, subtropical, tropical
Origem: É nativa da África tropical, da Ásia temperada e tropical e Australásia.
Altura: 20 a 60 cm
Luminosidade: Luz difusa, não tolera exposição direta ao sol, nem sombra excessiva
Ciclo de Vida: Perene
Descrição: Planta herbácea de folhas grandes, verde-claras, largas, coriáceas, brilhantes e com a nervura central escura. Estão inseridas em um pequeno caule curto. As folhas  nascem enroladas a partir da roseta central. Possui crescimento lento. É uma planta epífita que gosta de umidade e temperatura constantes, desenvolvendo-se também no solo das florestas.Tipicamente cresce sobre a matéria orgânica, coletando água e húmus na sua parte central. Suas folhas podem atingir até 1 metro, mas em media têm uns 45 cm de comprimento. Multiplicam-se naturalmente por esporos, localizados na parte inferior das folhas, na forma de linhas de coloração marrom.
Local de cultivo: Em árvores, diretamente no solo (nos locais mais sombreados do jardim) ou em vasos. É ideal para interiores. Sendo de regiões mais tropicais e de umidade elevada, esta planta não tolera bem temperaturas baixas. Em projetos de paisagismo, tanto interna como externamente, é cultivada criando composições com outras espécies. Muito usada em  jardins de inverno ou conjunto de vasos, em estilo tropical, onde o verde salienta-se com exuberância. Os Asplênios ficam lindos em casas de vegetação, associados a orquídeas, bromélias e outras plantas de floresta. A chave para asplênios saudáveis é oferecer-lhes  a umidade e o calor que necessitam. A proximidade de uma janela é um bom local para crescerem saudáveis.
Substrato: Deve ser rico em matéria orgânica, com boa capacidade de retenção de água. Uma mistura de composto orgânico, turfa e areia é um ótimo meio. Pode-se também agregar fibras, cascas de pinus , esterco curtido ou húmus de minhoca. Para não haver umidade excessiva uma drenagem com colocação de pedrinhas ou brita no fundo do vaso é fundamental.
Água: São plantas de floresta. No período de crescimento vegetativo mais intenso é preciso regar com frequência. O substrato precisa conservar-se úmido. Mas é importante irrigar apenas a terra. O centro da roseta não deve ser molhado pois facilmente apodrece. Nos períodos onde a planta está menos ativa pode-se molhar menos. Mas regra geral é bom deixar o substrato úmido.
Temperatura: Todas as espécies de Asplenium crescem bem em temperaturas normais de interiores, preferindo um mínimo de 16° e máximo de 24°. As plantas começam a sofrer com períodos prolongados de temperaturas inferiores a 13º.
Adubação: Fertilizantes líquidos de NPK, suaves, específicos para samambaias, alternados com adubos orgânicos (como húmus de minhoca). Não utilize adubos na parte central da planta. Durante a fase de crescimento ativo pode-se aplicar uma vez por mês.
Propagação: Não são fáceis de propagar e não podem ser divididas como a maioria das samambaias. A planta emite brotos na base que podem ser separados e transplantados para outro vaso. Também multiplica-se por esporos, mas já é mais demorado e trabalhoso para ser feito a nível doméstico.

Esporos

Esporos

Pragas, doenças e outros problemas: Não há problemas sérios neste sentido. Mas pode-se ter cuidado com os sintomas descritos a seguir.
Folhas queimadasquando a planta está em ambiente muito seco, muito frio, excesso de umidade ou insolação direta. No caso de ambiente seco, pode-se usar esfagno no substrato.
Nematódio das folhas – Aparecem manchas marrons perto do centro da folha, na nervura principal, espalhando-se para as bordas. Deve-se remover as folhas infectadas ou tentar matar os nematódios mergulhando a planta em água morna (não mais que 50º C) , permanecendo assim  por 10 minutos.. Lave a planta com sabão com delicadeza. Recoloque no vaso. Não irrigar por aspersão pois a água é a forma de propagação para o nematódio penetrar nos estômatos.
Manchas nas folhas– Manchas marrons ou pretas irregulares, recortadas ou circulares com bordas amareladas são causadas por fungos ou bactérias. A forma de propagação ocorre pelo uso de ferramentas sujas, pela água ou insetos. Remover as folhas atacadas, eliminando-as. A irrigação deve ser feita diretamente no solo. Pode-se usar defensivos específicos, de acordo com  as instruções.
– Podridão das raízes – Pequenas moscas aproximam-se da planta, brotos novos deixam de surgir, o solo não cheira bem e as folhas começam a ficar marrons. São típicos sintomas de excesso de umidade que ocasionam o apodrecimento das raízes. É necessário retirar a planta do vaso, cortar as raízes estragadas (bem como as folhas danificadas), lavá-las bem e colocar em novo vaso com terra nova. Cuidar para que haja boa drenagem.
Cochonilhas – São insetos que danificam uma grande quantidade de espécies de jardim, preferindo a parte inferior das folhas. Possuem uma carapaça marrom e uma vez estabelecidas, sugam a seiva enfraquecendo a planta. As folhas tendem a amarelar. Ainda secretam substâncias açucaradas que atraem formigas e criam ambiente adequado para o aparecimento de fungos causadores de manchas. Cochonilhas são combatidas com aplicação de produtos à base de óleo mineral (óleo de neem é uma possibilidade) mas, em cultivos domésticos, podem ser controlados mecanicamente. Basta estar sempre atento, observando as plantas e ao percebermos a praga, eliminamos manualmente. Um cotonete pode ser usado para esmagá-las ou com uma escova de dente umedecida podemos retirá-las.
Cochonilha farinhenta – É uma espécie de cochonilha, pequena, que produz uma cera branca para se proteger. Parecem pequenos flocos de algodão sobre as folhas, mas com um poder letal de sugá-las até que fiquem amareladas e caiam. Uma vez identificadas, deve-se isolar as plantas das demais, eliminando as partes afetadas. Ou, como na espécie anteriormente citada, eliminá-las mecanicamente. O uso de inseticidas deve ser evitado sempre que possível pois de alguma forma pode trazer prejuízos, inclusive eliminando insetos que são inimigos naturais destas pragas como a joaninha.

Outras considerações:

– Samambaias não gostam de vento, gerando queima nas folhas.
– Folhas feias ou deformadas devem ser periodicamente removidas.
– Quando percebe-se que a planta precisa de mais espaço, deve-se providenciar o transplante para um vaso com tamanho mais adequado.
– Os asplênios gostam de umidade mas evite pulverizar suas folhas pois não apreciam tê-las umedecidas. Suas folhas quando empoeiradas podem ser limpas delicadamente com um pano úmido exceto as novas que estão saindo do centro.
– Mudanças constantes de lugar acabam estressando a planta.
– Evite colocá-la em locais onde pessoas ou animais possam encostar e danificar suas folhas.
– Tendo este cuidados, sempre manterá a sua elegante beleza e será uma das plantas mais fáceis de se cultivar em casa.
– É uma planta adequada e utilizada por Iracema – fontes e orquídeas em suas  fontes de água.

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